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7.16.2008

fui

nada como o prazer, o orgasmo de terminar um projeto. pendurei o saco. consegui colocar uns 30 kilos. e lá está ele agora se balançando depois de ter tomado alguns socos e pontapés.

vou cuidar da casa e arrumar a bagunça. as nove da noite vou pro esporte. boxe. amanhã vou acordar cêdo, fazer meu café, botar duas camisetas na sacola, pegar o ônibus M41, que sai da esquina e me leva à estação de trem. as 09:35 ele parte sem escalas. Berlin>>Breslau. chego a tempo de tomar uma cerveja, fumar um cigarro, dar uma espiadinha na cidade e procurar o clube onde eles vão se apresentar. vou dar uma de Bernardo e fazer uma puta surpresa pra minha amiga Jussara. recomendação de Maria Sampaio.
desta vez levo a máquina e não a porra do celular sem cabo. não deixarei vosmicês sem fotos. quero ter a certeza de as fotos digitais vão parar dentro do computador. ái como eu gostava da outra mágica, a quimica, a palpável. fico olhando pros cabos, buracos, tudo tentando entender, apalpar o que existe mas não se toca! foda-se, fotos haverão.
será vou de branco e de chapéu de palha? Anália, que ia dirigindo num quis mais ir. mas eu vou só, ah eu vou!


beijús

7.15.2008

o cabo. o saco. o show e os cornos do carneiro.


obra em progresso. óleo.



sou ariano filadaputa, graças aos deuses. com ascendente em peixes. ou seja um pé aqui e o outro só os deuses sabem. mas quando estou com áries de frente, saibam: sou carne de pescoço! daqueles mesmo clichê! típico, tipo caneca de signo.

semanas se passaram e eu à procura de um cabo que conectasse meu celular com o meu computador, ambos ganhos de presente, ou seja, não vamos olhar os dentes dos cavalos dados. comprei um cabo, logo depois do final de semana da parada gay aqui em kreuzberg. louco para mostrar as fotos. o cabo não funcionou, era de segunda-mão, voltei no brechó, expliquei ao árabe a minha estória e ele me devolveu o dinheiro.

hoje eu acordei com os cornos de frente. dia de resolver coisas: comprei outro cabo. ainda nada, o outro árabe também já me devolveu meus oito euros.


fui então a loja de materiais de construção. adoro! (o melhor lugar para paquerar) queria comprar umas correntes e uns parafusos para pendurar um saco de areia, que eu ainda iria costurar. quando expliquei ao vendedor que eu morava num prédio antigo, quase velho, ele me disse: esqueça! impossível. uma coisa que deixa todo e qualquer ariano puto da vida, fora dos eixos. impossível: não existe em seu vocabulário. no meu então, zero!

voltei pra casa. fui espiar o teto da sala, observei e vi que do meu do teto saía um gancho. peguei a escada, arrumei um arame, enrolei o arame como um outro gancho, subi a escada e praticamente me pendurei no gancho com o arame enrolado. nada aconteceu. poderia pendurar um boi. voltei pra loja de construção e fui pegar minhas correntes e carabinas. desta vez sem falar com nenhum vendedor: todos energúmenos! acho que todos que por lá trabalham, antes de serem admitidos têm de provar que têm um QI abaixo de cinquenta pontos. fui.

em meio a tudo isso, minha carona para Breslau, na Polônia, desistiu me deixou na mo aos 44 minutos do segundo tempo e sem prolongamento. ia assistir ao show de Jussara Silveira e de Zé Miguel Wisnik. resolvi não me aborrecer, outra coisa difícil para um ariano de verdade, mas tripas a gente faz rápidinho em coração, coisa de segundos. fui pra uma agencia de viagens, lá descobri que perdi por um dia a passagem mais barata (1/4 do preço original, mas tinha de ser comprada 3 dias antes da viagem). ainda assim não me deixei abalar. já quase sem tripas voltei pra casa e fui costurar meu saco de areia pra pendurar na sala ainda. hoje!

tava doido pra dar umas porradas. oh coisa boa!!! aprender a bater, a dar e a saber tomar porrada. coisa que por exemplo simplesmente não existiu na minha infância por mim mesmo já estipulada como chata. há meses vou quartas e sábados para o treino de box. melhor que psicoanálise e muito mais barato, além do que, mantenho a forma e já perdi a barriga que trouxe da Bahia como souvenir. e a catarse é perfeita. queria um saco de areia em minha casa para continuar a dar porrada nos intervalos e na hora que eu bem tivesse vontade de.

pensava em Jussara, nas promessa que a fiz que iria, comecei a me aborrecer, descontei na PFAFF, quebrei umas quinze agulhas, o pano é pesado e o saco tinha de ser resistente. principalmente quando este saco estivesse cheio. ainda assim não me deixei abater, não vou chorar sobre as agulhas quebradas.

mas aí depois de horas a fio, vi que só me restava uma única opção: confessar que capitulei. o saco ainda não está pronto, o meu mais que cheio, porque ariano não tem paciencia pra fazer um molde, vai é cortando o pano e metendo em baixo da máquina de costura e pé no pedal! resultado: se perde muito mais tempo do que era preciso, mas tem um efeito assim meio que de porrada. só quando costuro pra for a que tomo pileques de paciência.

desitir do show? ainda não. se me der na telha, pego é a porra do trem na quinta de manhã, pago inteira e volto na sexta no mesmo pé. foda-se. quanto ao cabo? ainda vou dar um jeito. é bom também aprender a saber largar as coisas antes da gente começar a dar golpes na parede com a cabeça.

os meninos partiram hoje de manhã pra Holanda. a casa de novo parece que passou um furacão por aqui, não por eles, mas sim pela bagunça que eu próprio consegui produzir nas últimas 12 horas.


antes de domingo, vou deixar tudo limpinho de novo, eles voltam para mais dois dias aqui.


e amanhã? coninua sendo um outro dia. portanto viva Ibrahim Sued!!!! que ademã que eu vou em frente!

7.14.2008

Micha

como estou sem imaginação, vou responder as primas: sim Micha está viajndo pelas oropa com dois amigos e algumas mochilas. semana passada ele mandou um e-mail perguntando se podia ficar aqui em casa por tres dias. chegaram no sábado e amanhã vão para Holanda.
entonces tá. eles estão pela rua se divertindo. eu assistindo televisão e escrevendo aqui do lado.

beijús

7.13.2008

13 de julho de 2008

quando Micha, meu afilhado tinha uns seis anos e seus pais, Carmen (também minha prima) e Roland estavam viajando com ele pela Alemanha, eu dei um freesbee de presente pra ele. hoje catorze anos depois presenciei o quanto ele apreciou o presente. agora há pouco jogamos freesbee num parque nos meus arredores. ele joga tremendamente bem.

fui

7.12.2008

44


sou filho único. e como todo o filho único, fui paparicado, mimado e muito protegido. quanto ao paparicado e mimado, nem dói tanto, quanto ao protegido, isso sim: difícil. sem contar com todos os dramáticos bastidores do meu currículo pessoal.
o que eu quero dizer é que filho único tende a ser um pouco chato. eu fui uma criança chata, pelo menos na minha opinião. no meu caso, perdi muito tempo com medos e receios (muitas vezes involuntários e/ou impostos), até poder eu mesmo experimentar e descobrir o verdadeiro gosto das coisas. ano$$$ a fio em divãs de analistas, terapia em alemão. da última vez, ele me deu alta!
chegar aos 40 foi um furacão vivido numa montanha russa, muitas mudanças, muitas de própria vontade, outras tantas muy involuntárias. mais do que dobrar o cabo da boa esperança no sentido quase que pejorativo para envelhecer, tenho achado que dobro o cabo da esperança como um aventureiro a descobrir oceanos até então desconhecidos. perco medos e frescuras como que perde cabelos. graças a deus! e graças a deus vivo nesta cidade onde posso viver minha vida do jeito que eu quero. um luxo.
de leve: este ano fiz 44. um número a mais.

ademã que eu vou em frente!


7.11.2008

rapidinha

enrolado no xale da doida!
sem tempo pra dar uma palavrinha aqui…
amanhã é outro dia.


ademã que eu vou em frente e atrás vem gente.

7.10.2008

1984, ou o calundú virtual











ontem assisti a um documentário sobre Google. de meter mêdo, ver como o mundo virtual toma conta das nossas vidas e nós nem nos damos conta disso. tudo guardado, selecionado,
gravado em uns e zeros. gostos, palavras, músicas, endereços, hora, dia, mês e ano. tudo em digitos. o que quer que eu clique será arquivado e vale ouro. quer eu queira quer não. a realidade já muito além da ficção de George Orwell. Big Brother tem um nome engraçado, logotipo colorido quase infantil e nos tem presos em suas garras virtuais. de meter ainda mais mêdo, os projetos da ‘google health’ em querer arquivar dados médicos de quem quiser tomar parte desta loucura. códigos genéticos de grátis em troca de exibir sua radiografia genética. GATTACCA? também este era título de ficção científica. orkutianos dão de bandeja todos os seus dados, preferências, fotos, paladares. fotos se arquiva no mundo virtual do picasa, se assisto qualquer coisa no youtube, sei que meus dados serão processados por uma outra empresa virtual, esta à procura de videos piratas e pela defesa dos direitos autorais. tenho de me conciêntizar que cada vez que estou online em fronte ao meu computador não estou só, mas preso no emaranhado das redes virtuais. será mesmo isso o que eu quero? ter minha vida e meus dados sendo vistos, manipulados, vendidos em troca da mágica do internet? estranho tudo isso se ainda penso nos dias em que só conhecia tv preto e branco, e programa de rádio AM e o meio mais rápido de mandar uma mensagem era telefone ou telegrama, ambos na época caríssimos. mas quando ainda podia ter certeza da distancia real que existia entre a minha pessoa e o mundo. ai que saudade do meu radinho de pilha, dos filmes que passavam anos pra chegar em cartaz e décadas se repetindo nos cinemas. tudo se pode. todos podem. e o mundo corre depressa demais. o que fazer? dizer simplesmente foda-se e vamo em frente que atrás vem gente? eu nem sei, acho que me deu foi um calundú virtual. fui!

7.09.2008

batendo blog




taí! hoje ao ler primeiramente o blog do primo Bernardo, primeiro me emocionei muito, ao ver sua felicidade de ter ido ao lançamento, da felicidade de Maria com a ‘surpresa’, ao ver que valeu a pena ter colocado a postagem falando do lançamento de ‘Rosália Roseiral’ (o novo romance de Maria Guimarães Sampaio), por outro lado: muito por ter me sentido como que representado pela presença de Bernardo lá. uma outra coisa importante, foi que as dúvidas e as incertezas do blog, do exibicionismo, as quais eu comentei na segunda-feira, a partir daí mais do que sumiram, desapareceram.
pra falar a verdade, eu quase que não conheço Bernardo, ou pelo menos há muito muito tempo que não o vejo, conheço melhor suas irmãs, a quem adoro e de quem sei ser adorado em retorno. nosso eixo: as duas tão citadas Marias. e sei que, desde que estamos os quatro batendo-bola de blog (ou será batendo-blog?), que eu tenho a impressão de conhecê-lo de há muitos carnavais.


obrigado Bernardo, por ter ido, por ter me representado. senti-me mesmo como que se estivesse ido. e senti-me muitíssimo bem representado!

e meio que citando Maria, a que escreve, obrigado aos Paternostro terem se encontrado com os Gomes de Oliveira, afinal somos primos duas vezes.


falei com Maria pelo telefone, fiquei felicíssimo com sua alegria, que me contagiou ainda mais. que bonito Maria: seus 60, seu lançamento… que ano retado de bom!


chega de rasgar tanta sêda!


fui!


7.08.2008

revolta

fiquei chocado, meu boteco preferido aqui em Berlin, que conheço desde a inauguração, resolveu ceder à lei anti-tabagista.

decepção. indignação. revolta. sim revolta, vou boicotar!
como é que todos os bares aqui em meu bairro boicotam e mantêem-se firmes na decisão de não aceitar a lei e aquele não?
ai meu deus, que saudade dos tempos em que éramos ignorantes e não sabíamos da existência do ‘fumante passivo’ e de tantas outras coisas (abaixo dr bactéria!) com as quais sempre co-existimos e pelo que eu me lembro, nós vivíamos era muito muitíssimo bem!

quero ter o poder de escolher quero ir alí, e não quero ir acolá. sem que governo nenhum venha me pegar pelas mãos e dizer, você tem que ir por alí.

governo devia estar aí era para proibir: pobreza, ignorância, violência e fome.



fui.

7.07.2008

nota importante

se eu fosse uma pessoa rica, mais rica mesmo, assim de verdade, já teria há muito fretado um jatinho. não deu…
se estivesse aí na Bahia, sendo pobre ou sendo rico, iria. mesmo que chovesse canivete. de carro, de buzu, ou de carona. até na paleta, iria.

eu sei que tenho uma desculpa e nem vou classificá-la, se boa ou não. justa, sim. dez mil quilometros me separam da livraria saraiva.

Maria, pra você eu nem preciso mais dizer o quanto eu queria estar aí com você, amanhã, sendo o primeiro a chegar e certamente um dos últimos a sair.




a todos: