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8.29.2008

pensando alto

ainda pensando muito. até mesmo no que escrever aqui. não tenho o talento dos meus dois primos que todo santodia me enfeitam a vida com seus fortes textos. além do que não acumulo nada. na hora em que sento a minha bunda na frente do computador, ou sai alguma coisa, ou nada. eu não vou é me espremer.
acho que digerir a semana não foi fácil. para mim depois de quase 20 anos de ausência, tomar conta das coisa de meu pai, a 10 mil quilômetros de distância, é uma tarefa bem mais árdua do que eu pensava. banco, advogado, coisas banais do dia-a-dia como conserto da torneira, ou o chuveiro que mais uma vez pifou, e eu daqui tomando as decisões, compra, não compra, conserta, joga for a e por aí vai.
pra mim, por mais contraditório que seja, a vantagem maior é a da distância, pois não sei se teria a mesma disposição de estar o que estou fazendo daqui, em estando lá! fico me imaginando, além das tarefas, a mais árdua de todas as tarefas: voltar a viver no Brasil. na Bahia! não daria certo…
em sendo e estando cá, mesmo assim depois de quase 20 anos, vira e mexe, batem as crises, de identidade, de cultura; aparecem de novo conflitos e diferenças, de um tudo, de humor, de qualidade de vida, até mesmo crises metereológicas, culinárias, etc...
acho que esta semana bateu uma delas. em muitos sentidos. além disso tudo ainda tem a maldita da crise de meia-idade. um verdadeiro terror. não posso negar.

pois, queria quebrar o silêncio (de que na verdade tanto gosto) e dar o ar da minha graça. se alguém sentiu minha falta, vão me perdoando. mas é assim mesmo, a vida como ela é.

entonces tá, fui.

8.28.2008

polindo

o ouro estou polindo, será que seu eu juntasse ficava rico?


quem dera!


fui.

8.27.2008

ditado do dia

um ditado daqui que gosto muito e combina com meu dia.

palavra é prata
silêncio é ouro

entrei mudo e saio calado.
fui.

8.26.2008

passeio

terça feira. 26 de agosto 2008
passeando por berlin. de volta de prenzlauer berg.
via alexanderplatz.
a neukölln.



saindo do supermercardo de arte. uma área enorme para comprar pincéis e lápis, tinta, papel, tela e o escambau.







daí de bonde. do bairro de prenzlauer berg, até alexanderpaltz. pegar o U8.
para voltar para casa ainda tinha de trocar pelo U7.

8.25.2008

de cá. de lá. de longe.


coisas de lá e coisas de cá.
eu em cima do muro, a resolver de cá coisas de lá.
fusos horários não são nada em comparação aos fusos socio-culturais.
lá, telefone de banco deve ser de enfeite. ninguém atende, a não ser Terezinha a telefonista central do banco do brasil.
uma gracinha, estamos íntimos. ela já tão engajada nos meus dramas e problemas com os funcionários do bb em relação a telefones que só tocam, nunca são tocados. até o fax. este também toca. toca. mas nunca dá o sinal do fax. coisas de lá.
coisas de cá. jamais chamaria Frau Schmidt pelo seu nome de batismo. e Frau Schmidt estaria cagando e andando se eu estivesse do outro lado do atlântico e a senha do meu cartão tivesse sido bloqueada. mas certamente quando Frau Schmidt teria passado a minha ligação adiante e alguém com certeza atenderia o maldito telefone.
dias se passaram. quinta, sexta. enfim obrigado pelas forças inabaláveis do final de semana, desisti e capitulei. além do que, aí é que ninguém atende mesmo. nem lá, nem cá! chegou a segunda e eu e Terezinha a nos dar Bom-Dia. Terezinha arrasada com os seus colegas. eu com vontade de morder o próprio cotovêlo.
interessante é ver que tudo e isto em qualquer lugar do mundo, sempre tem um lado surrealista. lá, a intimidade que tomamos, no meu caso que é tomada, pois intimidade nunca dou. a coisa vai ficando tão pessoal até um ponto, em que pessoas mesmo não se conhecendo pessoalmente, por simpatia ou por sei lá o que, começam a se compactuar. no caso Terezinha comigo.
cá é tudo impessoal. e se vira pessoal, geralmente toma rumo da antipatia. e só.
lá, apesar das transações via internet, serem bem mais seguras que aqui, com senhas e mais senhas, perguntas e respostas, CEP, CPF, RG e o caralho a quatro, quando tudo isso falta e é hora de entrar na ação pessoal, a voz de uma pessoa tem um outro efeito e afeta de uma forma ou de outra a simpatia e/ou antipatia de uma outra. mas quase sempre se dá um jeitinho. ou tem algum conhecido, ou parente…
cá, necasdepitibiribas. nê-a-ná-dê-a-dá! todos somos iguais, ninguém merece o mínimo de simpatia, ou de bem-estar. por outro lado, para existir só preciso de um único documento, com ele existo, provo minha existência, minha moradia, posso votar, viajar, tudo. nada de pastas cheias de papéis, de N-cópias de firmas a serem reconhecidas, filas em banco para pagar uma taxa, mais uma fila no cartório e isso e mais aquilo.
impossível fazer comparações. engraçado é poder perceber as diferenças.
se alguém me perguntasse onde é melhor? não posso responder.
aliás, eu acho que posso, melhor é numa ilha deserta, com um negão chamado sexta-feira, pra resolver suas coisas. uma ilha bem longe. de cá e de lá.
neste interrégno resolvi minhas pendências com o banco. peguei minha gerente no celular.

fui. quanto a Terezinha, aquele abraço! de longe.

8.24.2008

domingo

preguiça e muita! domingo chuvoso e frio. e eu que nem queria levantar da cama, tão quentinha. vou voltar já já pra lá. o verão acabou. triste e dolorosa constatção. eu vou me aninhar debaixo do cobertor e curtir minha preguiça, ler um livro, dar uns cochilos. ainda não tive coragem de fechar as janelas. a ultima capitulação antes do fim: ligar a calefação. este ato então prorrogo até já não puder mais, graças a minha ousadia em querer contrariar o tempo que perdi um passeio a Praga e ganhei uma pneumonia. até hoje não consigo me refazer deste golpe, não pela pneumonia, mas pelo belo passeio que teria dado com Maria em Praga dois anos atrás, além de tê-la trazido comigo para conhecer Berlin.
um bom domingo a todos os que passaram por aqui. vou curtir minha preguiça, o frio e o barulho da chuva.
ademã.
fui.

8.23.2008

1979


a data na margem da foto diz abril de 1979. deve ser. a foto deve ter sido feita por Beto (Carlos Alberto Paes Andrade, eu acho que o nome completo era assim, me corrija se estou errado). devem ter sido dias de páscoa, fomos pra fazenda dele no recôncavo. eu não posso ver cavalo, que tenho de subir e dizer que sei cavalgar. até hoje nunca caí de nenhum deles, mesmo tendo uma vez o cavalo tomado um susto, eu perdido as rédeas e ele se despencando pela estrada de barro de Arataca no sul da Bahia, uma outra fazenda, outras histórias, outros cavalos.
detalhe é eu ter me dado o trabalho de me vestir com a parnafernália toda do vaqueiro. sempre fã de Lampião, Maria Bonita, do cangaço. um dia ainda faço aquilo de que tenho tanta vontade e passo uns seis meses viajando pelo sertão.
por agora ficam só as lembranças deste abril em 1979.

8.22.2008

arremates

três arremates.

o primeiro, depois que falei com minha prima Gracinha que também é adévogada, para dar um chega pra lá na tali da outra adévogada, a das minhas lamúrias do outro dia. pois, espiem, mirem e vejam: o alvará chegou. coincidência, né gente?

o segundo, minha ausência ontem no blog, deve ser creditada na conta do banco do brasil. uma estória longacomprida&extensa. que um dia desses eu conto pra quem quiser ouvir. íntimo de Terezinha, a telefonista da central do banco do brasil!

o terceiro, que foi práticamente o ganho das minhas últimas 24 horas, um comentário no meu blog feito por um colega do Sophia Costa Pinto, que não vejo a zilhões de anos. Beto! que coisa boa! pensei nisso e ví que as loucuras internáuticas também têm como tudo (ou quase tudo) na vida, seu lado bom. Enorme o prazer, queria ter lhe respondido por e-mail mas não tinha. espero que você tenha ficado freguês e que leia esta minha mensagem pra você. entra em contato, manda um sinal de fumça!



e ademã que eu fui em frente!

22 de agosto de 2008










































coisas de uma cidade grande, onde a beleza e tristeza as vezes andam de mãos dadas.
na verdade tinha pensado em colocar um pouco das coisa de arte urbana que gosto de fotografar, mas no caminho de casa, deparei com esta cena.
estação do metrô, Kottbusser Tor, Kreuzberg, Berlin, 22.08.2008, 18:00.
só pude disfarçadamente e de longe tirar uma única foto, com o celular.
um junkie, a estção é ponto da turma da heroina.
as calças baixas até o tornozelo.
o pau pendurado entre as pernas.
o chão mijado.
devia ter uns 23, no máximo 25.
não tive raça pra chegar mais perto. são tais momentos em que fico com um nojo da civilização, das oropas, da cidade grande.
dele? não!

8.20.2008

assim se passaram quarentanos








1968

escola Olavo Bilac. ficava do outro lado da quadra do IAPTEC. tinha 4 anos, não tinha babá, portanto me botaram na escola até 1969, quando entraria no jardim de infância. ou seja fiz o primeiro ano primário antes do jardim de infância.



















2008. ainda sem babá e com muito menos juízo do que nos tempos da Olavo Bilac.