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8.17.2008

adeus doce poeta!











horas

se já fora,
que importa agora
retalhar a dor, ai…
que doeu outrora.
infindada, a vez não é nada.
passaram-se agoras,
horas, horas





minha rotina tão desregrada foi quebrada. o terceiro café na mão, computador ligado, e-mails lidos, parto para o blog de Maria, daí a notícia da morte de Dorival Caimmy. engoli em sêco, chupei tudo o que podia no mundo virtual sobre o acontecido.

minha mãe sempre me repetia quando eu era pequeno:
“da morte ninguém escapa,
nem o rei,
nem a rainha,
nem o papa”
crônica de uma morte anunciada. ela sabia. queria me preparar.
os que ficam nunca estão preparados.


domingo, Caimmy partiu ontem. fiquei quieto. pensei em tanta coisa, principalmente sobre a memória do Brasil. os pioneiros do século XX se despedem. nós nos despedimos de mais um. de um dos mais doces.



depois do silêncio. a música. domingo chuvoso. preguiçoso. vou ouvir Caimmy.

2 comentários:

Anônimo disse...

além da saudade... foto linda!

Bernardo Guimarães disse...

Que foto bárbara!!!
A cara de Caymmi.