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11.06.2008

pensando alto.3

o mundo está em euforia. tudo bem, tá tudo ainda bem fresquinho. bem novinho. os jornais hoje só davam mais uma vez capa para Obama. lí um comentário de Nelson Mandela, muito interessante, uma coisa muito importante ele, como um homem mui sábio, disse:
'sua vitoria mostra que ninguém no mundo deve ser impedido de sonhar em transformar este mesmo mundo num lugar melhor para se viver'.
juntando isso à retorica de Obama no seu discurso de vitória, penso que cabe a cada um de nós fazer deste sonho um sonho viável, um sonho possível de se viver. nenhum de nós deve parar de sonhar e de agir por um mundo melhor, por mais respeito, por mais verdade e por mais justiça e respeito. para mim a grande lição desta vitória é perceber que todos nós, se quisermos de verdade, podemos juntos fazer parte deste projeto sem ter que esperar por um novo Messias.

fui

11.02.2008

brinquedos


nada como um brinquedo novo, ou uma novidade para tudo na vida ficar mais engraçada. foi mesmo Maria que me mandou um e-mail hoje de manhã cêdo me perguntando se tudo tinha ficado mais bonito visto pelo ângulo de Martina MacMartini. óbviamente. sinto-me quase como de volta à infancia, quando perto da volta às aulas adorava cheirar meus livros e cadernos novos, ou mesmo até forrar os livros com plástico, preparar sacoloas e mais tardes mochilas, com livro, caderno, lápis, cola cascolar e tudo mais que era necessário para a volta às aulas. ou mesmo a compra da nova farda, calça de tergal azul marinho, camisas e camisetas, até um escudo de metal a ser preso na gola da camisa tinha. na infância a conga azul (por que é que acabaram com ela? era um design fantástico) mais tarde no sophia, quichute e o sapato de couro para as ocasiões especias.
hoje, domingo até acordei mais cêdo do que há muito não o fazia. 
arrumando a vida, jogando palel velho fora, arquivando documentos importantes e limpando a casa. 

enfim, pequena pausa pra escrever no blog, mais um café na mão e de volta ao trabalho, tem muito papel pra ser arquivado!

fui

10.29.2008

pensando alto.2

mais um ano que está se acabando. 2008. e que ano! nós todos fazemos nosso balanço de final de ano. pensamos, foi um bom ano, foi um ano mal? uma coisa o mundo inteiro pode afirmar, 2008 não foi entediante, muito pelo contrário. mas ainda temos uns dois meses pela frente até o ano terminar de fato, até que nossos pensamentos se voltem para fazer balanço, daquilo que ganhamos, daquilo que perdemos.
assim somos programados, a diferenciar as coisas entre bem e mal. quanto mais pontos positivos temos na balança maior a nossa satisfação, quanto mais pesos negativos maior a nossa frustração. o que pouca gente percebe é que a nossa natureza perde muito mais tempo e energia degustando perdas e questionando os pontos fracos do que com as nossas vitórias e os momentos de satisfação e felicidade. parece que o gosto da vitória é bem mais efêmero do que o da derrota.

2008. parece um passeio de montanha russa, daquelas imensas, cheias de altos bem altos e baixos profundos. e ao que parece no segundo semestre as diferenças entre altos baixos ficaram ainda bem mais agravantes. não sei como é que as coisas estão sendo vistas dai. daqui, se tem a impressão a cada dia que passa que a realidade que se conhecia e que todos acreditavam ser normalidade, perdeu pé, cabeça e o resto dos membros. o mercado financeiro regido por caos, como num pesadêlo constante onde uma torre de cartas de baralho se desmorona para depois se recompor e de novo desmoronar continuamente. e uma crise puxando a outra como se a torre de cartas estivesse crescendo lateralmente e puxando e criando outras, como os tentáculos de um polvo monstruoso. de fato o sonho de todo e qualquer anarquista se tornou realidade!

o pardoxo da coisa é que em momentos como este a fé é o que parece ajudar muita gente, mas esta mesma fé, principalmente em momentos como este, pode se transformar rapidamente em fundamentalismo, seja lá qual for a sua raiz. fé cega, faca amolada, já dizia uma canção. mas já pararam para analisar como esta pequena frase é tão cheia de profundidade? há cinco mil anos se deu a invenção do monoteísmo, e desde então se briga, se mata, se estupra, se rouba tudo isso em nome de deus, ou a mando dele. o antigo testamento é cheio destes exemplos. leis são criadas, livros escritos, filosofias divulgadas, tudo em nome e a mando de deus. e a grande maioria forja, disturpa e engana, as leis, as filosofias e os ensinamentos.
a vida se passa aqui e agora, o tempo é um eco infinito e sem volta, mas o de cada um de nós é regrado, ou seja a vida se passa é aqui e é agora, e budhistas e kardecistas que me perdoem, mas minha conciência me diz que que eu vivo agora, uma nova vida reencarnada é a vida de um outro. as três principais religiões nos ensinam que há salvação, num outro nível, num outro patamar, no tão propagado paraíso. e este nos é vendido como se fosse um loteamento na estrada do côco. nenhuma das mesmas religiões cogitam a possibilidade de fazer do aqui e do agora o paraíso, em tempo real. ou seja, a vida que vivemos é vista e tomada e como uma prova, um teste, em que 99,9% da população, alguns menos outros bem mais, mas todos, todos nós logramos esta prova. uns assim, outros assados, uns se dão conta, outros não. uns mais, uns menos, outros por demais. nunca estão todos, já dizia uma outra canção.
o verdadeiro nihilismo está na idéia da crença cega por um deus inexistente. nihilismo quer dizer negação à vida. nada mais nihilista que fé cega e faca amolada.
fui

10.20.2008

pensando alto.1

o que é que faz de cada um de nós o que nós realmente somos? muito tenho de me indagar se sou realmente um sociopata. sei só, que fiz minhas escolhas do jeito que as fiz. remorsos e arrependimentos são dois conceitos que eu práticamente não conheço. eu nunca tive mêdo da solidão, nem de estar só. filho único de pais velhos, foi fácil me acostumar a estar só e a ser só. a única coisa que defendi e defendo com unhas e dentes na minha vida e na minha história é a minha liberdade. e quem não sabe lidar com isso, certamente se fudeu. para falar bem a verdade a cada dia que passa eu prezo mais pela minha liberdade.

ontem assiti pela primeira vez na minha vida o filme ‘the doors’ de Oliver Stone. quanto tempo perdido. eu me apaixonei perdidamente por Jim Morrison. preciso me lembrar da próxima vez que estiver em Paris de visitar seu túmulo no cemitério Père la Chaise.

hoje comprei o meu primeiro vinyl do ‘the doors’

fui