Pesquisa personalizada

11.28.2008

para Monsieur Claude Levi-Strauss

hoje o senhor completa cem anos. parabéns Monsieur Claude Levi-Strauss. com certeza o mundo seria bem mais bonito se houvessem mais homem como o senhor. bastaria um pouco de sua inteligência, de sua sabedoria e do seu afinadíssimo senso ético para fazer deste planeta um lugar bem melhor de se viver. vendo sua entrevista ontem, consegui imediatamente me identificar com a sua quase que resignada contemplação sobre o nosso mundo de hoje, um mundo perdendo a diversidade de culturas e se afogando num imenso oceano de uma paupérrima e banal pseudo-cultura da globalização e do internet. entendo sua resignação, pois nada a fazer se este é o rumo que a raça humana toma. com certeza a evolução trará ainda uma nova espécie que tomará o lugar da nossa. esperemos que pelo menos a evolução se faça por caminhos naturais e não em laboratórios de engenharia genética, onde o homem faz aquilo que mais gosta, brincar de ser deus. esperemos que a próxima seja um pouco mais coerente e saiba usar mais a inteligência e o intelecto ao invés de armas, dinheiro e poder.
não posso deixar de pensar num poeta que tanto o admira, muito mais do que eu. e não posso deixar neste momento de pensar nas palavras de um de suas canções que certamente ele devia de estar pensando no senhor.

"um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante,
de uma estrela que virá numa velocidade estonteante...
mais avançado que a mais avançada das tecnologias...

...e aquilo que nesse momento se revelará aos povos
surpreenderá a todos não por ser exótico
mas pelo fato de ter sempre estado oculto
quando terá sido o óbvio"













fui

11.27.2008

bursite é palavrão

eu e minha bursite. que nome que mais parece palavrão! fui ao médico, digo açogueiro na segunda e na terça e tome-lhe injeções. e a dor? piorou. eu de ousado ainda fui boxear ontem. muitos diriam que não tenho juízo, eu digo que nunca o tive nem de perto.
ontem à noite voltando do boxe, ví quase na esquina de minha casa um poster de um outro médico. o poster muito bonito. eu pensei comigo mesmo, vou é pelo fator visual. e fui. o médico um daqueles de verdade.
ranjo os dentes feito um louco de noite, ronco, tenho uma coluna miserável e uma tensão crônica no pescoço. e hoje achei o médico que vai me ajudar nisso tudo, inclusive na bursite que nem é a própria!
examinou-me do jeito que eu gosto, com tempo, paciência, cheio de perguntas e de testes. não é bursite. mas amanhã vai me tratar do jeito que gosto mais ainda, cheio das massagens e das acunputuras, bem o contrário de injeções e pílulas que só fazem acabar mais ainda com meu sensibilíssimo estômago.
o melhor de tudo, no exame ele me perguntou se eu era uma pessoa estável, eu lhe respondi que o conceito de estabilidade me era uma palavra  muito desconhecida. o médico já me ganhou. a dor ainda existe. mas o efeito placebo de bem tratar do médico já quase que me curou. amanhã irei fazer a minha primeira sessão com ele. já me sinto bem melhor.
agradeço ao bom gosto estético do médico com seu poster e seu consultório. viva a estética, outra coisa milagrosa. 

fui.

11.25.2008

bursite

pelo menos aprendi que a danada da dor se escreve é com s e não com cê cedilha.
não importa, acho que depois das duas injeções que tomei, uma ontem a outra hoje de manhã, ainda assim parece que a dor ficou pior.
fui

11.24.2008

fora de ordem

burcite... é assim mesmo que se escreve o nome desta dor maldita?
enfim, nem pintura, nem blog, nem nada... estou fora do ar.
fui

11.23.2008

prêmio dardos

o recebi de Maria Sampaio.
como não sou um blogueiro profissional e acompanho a poucos pouquíssimos passo adiante primeiramente àqueles que conheço e conheço bem, porque os acompanho com freqüência diária.

Maria Sampaio - Continhos para cão dormir
Bernardo Guimarães - Xeudizer, notícias do interior
Janaina Amado - Acreditando no truque
Edu O. - Monólogos na madrugada

tentarei espiar outros tantos blogs e completar a lista de quinze.



fui

11.22.2008

sumiço

para aqueles que sentiram a minha falta, não foi nada de extraordinário, nem de humores em altas ou em baixas. foi só mesmo a falta de tempo unida ao cansaço. trabalhando, de um lado para ganhar dinheiro e só, para poder do outro lado financiar o outro trabalho o que me dá prazer. o fato é que o dia tem apenas 24 horas e eu praticamente exagerei no uso e no abuso destas. olhava para o compu e até ligava, checava os mails e dava uma lida nos blogs dos amigos e parentes. e só. nem respondendo e-mails estava.
pois, sumiço explicado. tentarei não sumir mais.

11.16.2008

estórias de aeroporto.1

Lisboa. verão do ano 2000? eu sentado no sagüão a esperar o meu vôo para Paris e de lá de volta para Viena. fui a Lisboa com as milhagens que tinha da Air France. fui a Portugal ser padrinho de casamento. tudo como marinheiro de primeira viagem, Portugal, Lisboa, padrinho, milhagens. sentado no sagüão Fernando Pessoa, digo, Álvaro de Campos na mão. lágrimas a correr e a procurar o consolo nas palavras do poeta. as mesmas lágrimas a embaçar o consolo. eu que sempre fui só, nunca me sentira assim. tão só. testa  cortada, souvenir lisboeta, mas a dor era em outro lugar. no peito. talvez na alma. não tinham só me assaltado. levado o relógio. levaram -por um breve momento de dias, talvez semanas- a coragem e a liberdade que sempre tive de caminhar por todas as ruas do mundo sem medo. também esta, a experiência do assalto, do sangue escorrendo, da faca na jugular, também esta de um marinheiro de primeira viagem. só no sagüão. só. de verdade. a solidão era mais do que física. mais do que metáfora. além de mim ninguém mais. só procurando o consolo nos livros do poeta querido. encontrei. chamaram o meu vôo. 
fui

11.13.2008

metafísica.1


trilhas sonoras que me fazem voar (mesmo) no tempo e no espaço...

na tonga da mironga do cabuletê, com Vinícius, Toquinho e Maria Creuza

faz me lembrar do caminho de areia, domingos de paz, três cadeiras de lona, postas na esquina do prédio do IAPTEC. minha mãe, meu pai e eu





o disco 'rosa dos ventos' ao vivo, de Maria Bethânia

cabula, exílio do caminho de areia, mainha no hospital, paredes cheirando a mofo e o colo e o consolo de Bibita


Roberto Carlos, o rei 
detalhes, corro demais...

tia Yara, filmes do rei, o fusca verde abacate, passeios até palcafor 

o disco do filme 'a noviça rebelde'

mainha e eu, em tantos natais indo assistir sempre o mesmo filme


Milton Nascimento, os dois clubes de esquina e outros tantos discos

sempre introduzidos por Alzirinha, minha prima, minha madrinha, que também muito influenciou o meu gosto musical.

o disco da série 'A patota'

o primeiro ou segundo disco que ganhei (acho que o primeiro foi mesmo o da noviça rebelde', o da patota me lembro, foi presente de tia Yara, junto com um compacto duplo do rei (ela era fãzoca dele). dias de paz, com minha mãe em casa, caminho de areia, visitas de minha avó Italinha, eu com a minha primeira radiola portátil e mono... 

engraçado é poder me remeter a estas pequenas coisa, que na verdade foram momentos de enorme prazer. sempre fui louco por música, até hoje ainda tenho vontade de aprender a tocar um instrumento de verdade, cantar só de baixo do chuveiro.


fui

11.11.2008

hiato

como práticamente bloguei dobrado ontem, hoje fica o hiato.

fui

11.10.2008

novo sítio

estou com um novo sítio, um portifólio virtual:

http://web.me.com/miropaternostro


por favor visitem e divulguem

obrigado