ainda pensando muito. até mesmo no que escrever aqui. não tenho o talento dos meus dois primos que todo santodia me enfeitam a vida com seus fortes textos. além do que não acumulo nada. na hora em que sento a minha bunda na frente do computador, ou sai alguma coisa, ou nada. eu não vou é me espremer.
acho que digerir a semana não foi fácil. para mim depois de quase 20 anos de ausência, tomar conta das coisa de meu pai, a 10 mil quilômetros de distância, é uma tarefa bem mais árdua do que eu pensava. banco, advogado, coisas banais do dia-a-dia como conserto da torneira, ou o chuveiro que mais uma vez pifou, e eu daqui tomando as decisões, compra, não compra, conserta, joga for a e por aí vai.
pra mim, por mais contraditório que seja, a vantagem maior é a da distância, pois não sei se teria a mesma disposição de estar o que estou fazendo daqui, em estando lá! fico me imaginando, além das tarefas, a mais árdua de todas as tarefas: voltar a viver no Brasil. na Bahia! não daria certo…
em sendo e estando cá, mesmo assim depois de quase 20 anos, vira e mexe, batem as crises, de identidade, de cultura; aparecem de novo conflitos e diferenças, de um tudo, de humor, de qualidade de vida, até mesmo crises metereológicas, culinárias, etc...
acho que esta semana bateu uma delas. em muitos sentidos. além disso tudo ainda tem a maldita da crise de meia-idade. um verdadeiro terror. não posso negar.
pois, queria quebrar o silêncio (de que na verdade tanto gosto) e dar o ar da minha graça. se alguém sentiu minha falta, vão me perdoando. mas é assim mesmo, a vida como ela é.
entonces tá, fui.
8.29.2008
8.28.2008
8.27.2008
ditado do dia
um ditado daqui que gosto muito e combina com meu dia.
palavra é prata
silêncio é ouro
silêncio é ouro
entrei mudo e saio calado.
fui.
fui.
8.26.2008
passeio
terça feira. 26 de agosto 2008
passeando por berlin. de volta de prenzlauer berg.
via alexanderplatz.
a neukölln.
saindo do supermercardo de arte. uma área enorme para comprar pincéis e lápis, tinta, papel, tela e o escambau.
daí de bonde. do bairro de prenzlauer berg, até alexanderpaltz. pegar o U8.
para voltar para casa ainda tinha de trocar pelo U7.
passeando por berlin. de volta de prenzlauer berg.
via alexanderplatz.
a neukölln.
daí de bonde. do bairro de prenzlauer berg, até alexanderpaltz. pegar o U8.
para voltar para casa ainda tinha de trocar pelo U7.
8.25.2008
de cá. de lá. de longe.

coisas de lá e coisas de cá.
eu em cima do muro, a resolver de cá coisas de lá.
fusos horários não são nada em comparação aos fusos socio-culturais.
lá, telefone de banco deve ser de enfeite. ninguém atende, a não ser Terezinha a telefonista central do banco do brasil.
uma gracinha, estamos íntimos. ela já tão engajada nos meus dramas e problemas com os funcionários do bb em relação a telefones que só tocam, nunca são tocados. até o fax. este também toca. toca. mas nunca dá o sinal do fax. coisas de lá.
coisas de cá. jamais chamaria Frau Schmidt pelo seu nome de batismo. e Frau Schmidt estaria cagando e andando se eu estivesse do outro lado do atlântico e a senha do meu cartão tivesse sido bloqueada. mas certamente quando Frau Schmidt teria passado a minha ligação adiante e alguém com certeza atenderia o maldito telefone.
dias se passaram. quinta, sexta. enfim obrigado pelas forças inabaláveis do final de semana, desisti e capitulei. além do que, aí é que ninguém atende mesmo. nem lá, nem cá! chegou a segunda e eu e Terezinha a nos dar Bom-Dia. Terezinha arrasada com os seus colegas. eu com vontade de morder o próprio cotovêlo.
interessante é ver que tudo e isto em qualquer lugar do mundo, sempre tem um lado surrealista. lá, a intimidade que tomamos, no meu caso que é tomada, pois intimidade nunca dou. a coisa vai ficando tão pessoal até um ponto, em que pessoas mesmo não se conhecendo pessoalmente, por simpatia ou por sei lá o que, começam a se compactuar. no caso Terezinha comigo.
cá é tudo impessoal. e se vira pessoal, geralmente toma rumo da antipatia. e só.
lá, apesar das transações via internet, serem bem mais seguras que aqui, com senhas e mais senhas, perguntas e respostas, CEP, CPF, RG e o caralho a quatro, quando tudo isso falta e é hora de entrar na ação pessoal, a voz de uma pessoa tem um outro efeito e afeta de uma forma ou de outra a simpatia e/ou antipatia de uma outra. mas quase sempre se dá um jeitinho. ou tem algum conhecido, ou parente…
cá, necasdepitibiribas. nê-a-ná-dê-a-dá! todos somos iguais, ninguém merece o mínimo de simpatia, ou de bem-estar. por outro lado, para existir só preciso de um único documento, com ele existo, provo minha existência, minha moradia, posso votar, viajar, tudo. nada de pastas cheias de papéis, de N-cópias de firmas a serem reconhecidas, filas em banco para pagar uma taxa, mais uma fila no cartório e isso e mais aquilo.
impossível fazer comparações. engraçado é poder perceber as diferenças.
se alguém me perguntasse onde é melhor? não posso responder.
aliás, eu acho que posso, melhor é numa ilha deserta, com um negão chamado sexta-feira, pra resolver suas coisas. uma ilha bem longe. de cá e de lá.
neste interrégno resolvi minhas pendências com o banco. peguei minha gerente no celular.
fui. quanto a Terezinha, aquele abraço! de longe.
8.24.2008
domingo
preguiça e muita! domingo chuvoso e frio. e eu que nem queria levantar da cama, tão quentinha. vou voltar já já pra lá. o verão acabou. triste e dolorosa constatção. eu vou me aninhar debaixo do cobertor e curtir minha preguiça, ler um livro, dar uns cochilos. ainda não tive coragem de fechar as janelas. a ultima capitulação antes do fim: ligar a calefação. este ato então prorrogo até já não puder mais, graças a minha ousadia em querer contrariar o tempo que perdi um passeio a Praga e ganhei uma pneumonia. até hoje não consigo me refazer deste golpe, não pela pneumonia, mas pelo belo passeio que teria dado com Maria em Praga dois anos atrás, além de tê-la trazido comigo para conhecer Berlin.
um bom domingo a todos os que passaram por aqui. vou curtir minha preguiça, o frio e o barulho da chuva.
ademã.
fui.
um bom domingo a todos os que passaram por aqui. vou curtir minha preguiça, o frio e o barulho da chuva.
ademã.
fui.
8.23.2008
1979

a data na margem da foto diz abril de 1979. deve ser. a foto deve ter sido feita por Beto (Carlos Alberto Paes Andrade, eu acho que o nome completo era assim, me corrija se estou errado). devem ter sido dias de páscoa, fomos pra fazenda dele no recôncavo. eu não posso ver cavalo, que tenho de subir e dizer que sei cavalgar. até hoje nunca caí de nenhum deles, mesmo tendo uma vez o cavalo tomado um susto, eu perdido as rédeas e ele se despencando pela estrada de barro de Arataca no sul da Bahia, uma outra fazenda, outras histórias, outros cavalos.
detalhe é eu ter me dado o trabalho de me vestir com a parnafernália toda do vaqueiro. sempre fã de Lampião, Maria Bonita, do cangaço. um dia ainda faço aquilo de que tenho tanta vontade e passo uns seis meses viajando pelo sertão.
por agora ficam só as lembranças deste abril em 1979.
detalhe é eu ter me dado o trabalho de me vestir com a parnafernália toda do vaqueiro. sempre fã de Lampião, Maria Bonita, do cangaço. um dia ainda faço aquilo de que tenho tanta vontade e passo uns seis meses viajando pelo sertão.
por agora ficam só as lembranças deste abril em 1979.
8.22.2008
arremates
três arremates.
o primeiro, depois que falei com minha prima Gracinha que também é adévogada, para dar um chega pra lá na tali da outra adévogada, a das minhas lamúrias do outro dia. pois, espiem, mirem e vejam: o alvará chegou. coincidência, né gente?
o segundo, minha ausência ontem no blog, deve ser creditada na conta do banco do brasil. uma estória longacomprida&extensa. que um dia desses eu conto pra quem quiser ouvir. íntimo de Terezinha, a telefonista da central do banco do brasil!
o terceiro, que foi práticamente o ganho das minhas últimas 24 horas, um comentário no meu blog feito por um colega do Sophia Costa Pinto, que não vejo a zilhões de anos. Beto! que coisa boa! pensei nisso e ví que as loucuras internáuticas também têm como tudo (ou quase tudo) na vida, seu lado bom. Enorme o prazer, queria ter lhe respondido por e-mail mas não tinha. espero que você tenha ficado freguês e que leia esta minha mensagem pra você. entra em contato, manda um sinal de fumça!
e ademã que eu fui em frente!
o primeiro, depois que falei com minha prima Gracinha que também é adévogada, para dar um chega pra lá na tali da outra adévogada, a das minhas lamúrias do outro dia. pois, espiem, mirem e vejam: o alvará chegou. coincidência, né gente?
o segundo, minha ausência ontem no blog, deve ser creditada na conta do banco do brasil. uma estória longacomprida&extensa. que um dia desses eu conto pra quem quiser ouvir. íntimo de Terezinha, a telefonista da central do banco do brasil!
o terceiro, que foi práticamente o ganho das minhas últimas 24 horas, um comentário no meu blog feito por um colega do Sophia Costa Pinto, que não vejo a zilhões de anos. Beto! que coisa boa! pensei nisso e ví que as loucuras internáuticas também têm como tudo (ou quase tudo) na vida, seu lado bom. Enorme o prazer, queria ter lhe respondido por e-mail mas não tinha. espero que você tenha ficado freguês e que leia esta minha mensagem pra você. entra em contato, manda um sinal de fumça!
e ademã que eu fui em frente!
22 de agosto de 2008
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coisas de uma cidade grande, onde a beleza e tristeza as vezes andam de mãos dadas.
na verdade tinha pensado em colocar um pouco das coisa de arte urbana que gosto de fotografar, mas no caminho de casa, deparei com esta cena.
estação do metrô, Kottbusser Tor, Kreuzberg, Berlin, 22.08.2008, 18:00.
só pude disfarçadamente e de longe tirar uma única foto, com o celular.
um junkie, a estção é ponto da turma da heroina.
as calças baixas até o tornozelo.
o pau pendurado entre as pernas.
o chão mijado.
devia ter uns 23, no máximo 25.
não tive raça pra chegar mais perto. são tais momentos em que fico com um nojo da civilização, das oropas, da cidade grande.
dele? não!
8.20.2008
assim se passaram quarentanos

1968
escola Olavo Bilac. ficava do outro lado da quadra do IAPTEC. tinha 4 anos, não tinha babá, portanto me botaram na escola até 1969, quando entraria no jardim de infância. ou seja fiz o primeiro ano primário antes do jardim de infância.

2008. ainda sem babá e com muito menos juízo do que nos tempos da Olavo Bilac.
8.19.2008
bentivi
o ápice do exibicionismo foi pra mim subir no palco. vaidade e uma forma de ganhar dinheiro. deixei os palcos pelas cuxias, por incompetência exibicionista. hoje deixei as cuxias e a vaidade dos outros, pela minha paz e minha vontade de viver sem atritos com os outros.
há um ano e meio vivo neste bairro, Neukölln. quando vim pra cá, ninguém queria saber daqui. era bairro de pobre, de árabe, de polonês e de bandido.
eu achei-me feliz da vida aqui, enfim paz e sossego.
a especulação imobiliária fudeu com o bairro de Kreuzberg, apenas do outro lado do canal. eu também vivia lá. daí no verão passado, começou a diáspora. freaks, punks, artistas, galerias, bares, clubes, toda a turma alternativa; depois que voltei do Brasil então, parecia uma explosão! no início achei até engraçadinho.
moro no fundo de um prédio antigo e mal cuidado. mas adoro. só que minhas janelas dão para o jardim interno de três prédios, o meu da frente e os dois do lado.
os dois do lado eram típicos prédios para árabes… arquitetura feia dos anos 70, feito para famílias de baixa renda. os prédios têm varandas, as quais os árabes jamais usaram e se usaram só para fazer de depósito.
parece que a coisa mudou, pelo menos os árabes que moravam tête-à-tête comigo se mudaram. no final de semana os novos inquilinos entraram, um jovem casal alemão, dinâmico e cheio de amigos, que falam alto e práticamente moram na merda da varanda, ou seja de cara pra mim!
acordei, fiz meu café, liguei o compu. eles na varanda com visistas a se perguntar se alguém mais queria um ovo, café da manhã na varanda. eu de péssimo humor. a distância entre a varanda e minhas janelas é de mais ou menos 15 metros. o efeito do jardim interno faz com que o mínimo peido seja ouvido claramente por toda a vizinhança.
trabalho em casa. minha mesa de pintura estava de frente pra janela. passei já a metade do dia rearrumando a minha sala de trabalho tentando me esconder deles. óbvio que botei uma seleção especialíssima de música bem ao meu gosto e bem as alturas. desci os panos que tenho pendurados nas janelas.
acho que vou plantar uma trepadeira na minha janela.
ben ti vi
ben ti vi
ben ti vi
há um ano e meio vivo neste bairro, Neukölln. quando vim pra cá, ninguém queria saber daqui. era bairro de pobre, de árabe, de polonês e de bandido.
eu achei-me feliz da vida aqui, enfim paz e sossego.
a especulação imobiliária fudeu com o bairro de Kreuzberg, apenas do outro lado do canal. eu também vivia lá. daí no verão passado, começou a diáspora. freaks, punks, artistas, galerias, bares, clubes, toda a turma alternativa; depois que voltei do Brasil então, parecia uma explosão! no início achei até engraçadinho.
moro no fundo de um prédio antigo e mal cuidado. mas adoro. só que minhas janelas dão para o jardim interno de três prédios, o meu da frente e os dois do lado.
os dois do lado eram típicos prédios para árabes… arquitetura feia dos anos 70, feito para famílias de baixa renda. os prédios têm varandas, as quais os árabes jamais usaram e se usaram só para fazer de depósito.
parece que a coisa mudou, pelo menos os árabes que moravam tête-à-tête comigo se mudaram. no final de semana os novos inquilinos entraram, um jovem casal alemão, dinâmico e cheio de amigos, que falam alto e práticamente moram na merda da varanda, ou seja de cara pra mim!
acordei, fiz meu café, liguei o compu. eles na varanda com visistas a se perguntar se alguém mais queria um ovo, café da manhã na varanda. eu de péssimo humor. a distância entre a varanda e minhas janelas é de mais ou menos 15 metros. o efeito do jardim interno faz com que o mínimo peido seja ouvido claramente por toda a vizinhança.
trabalho em casa. minha mesa de pintura estava de frente pra janela. passei já a metade do dia rearrumando a minha sala de trabalho tentando me esconder deles. óbvio que botei uma seleção especialíssima de música bem ao meu gosto e bem as alturas. desci os panos que tenho pendurados nas janelas.
acho que vou plantar uma trepadeira na minha janela.
ben ti vi
ben ti vi
ben ti vi
8.18.2008
tempo
em todo o globo o tempo é medido em segundos, minutos, horas e dias. blábláblá. mas eu me pergunto desde sempre o que é que faz com que esta medida tão fixa e tão universal ganhe outras dimensões a depender do “jeito” de um lugar.
há cinco meses corro desesperadamente atrás de uma advogada, da qual só conheço o nome de batismo e três números de telefone. meu pai e sua irmã a contrataram para resolver uma questão, e para isso ela deu entrada num alvará.
quando estava na Bahia há poucos meses atrás, falei muito com ela pelo telefone, ela me disse em se tratando da idade dos requerentes, o alvará sairia 'bem mais rápido do que o normal'. o tempo se passou e o dia da minha volta chegara. todas as coisas que eu tinha na minha lista para resolver, tudo resolvido. menos esta estória. que por sinal não estava na lista.
o que eu acho fantástico é a relação muito particular desta advogada com a definição de tempo.
quando alguém me diz, você pode me ligar daqui a cinco minutos, eu geralmente ligo em dez. já sabendo que ninguém é relógio de estação de trem na Suiça. sou generoso e no caso dou tempo em dobro. na Bahia, mesmo com a minha generosidade, sempre alguém se assusta do outro lado da linha e pergunta, ô o senhor já ligou???
há exatamente cinco meses que corro picula com esta advogada, além dos eventuais problemas como trânsito, greve nos cartórios, na justiça, viroses muitas viroses e etc.& tal, sempre existe a questão do tempo. uma hora, uma horinha, daqui a pouco, semana que vem sem falta, até o final de semana no mais tardar, me ligue daqui uns dias, alista é longacomprida&extensa. até ai tudo estaria bem. mas quando o tempo se mistura com o acaso de coisas e fatos que não têm nada a ver com ele, como: assim que eu puder lhe dou uma resposta, ou seja o tempo aliado à uma força alienígena completamente inexplicável e pior uma força completamente incontrolável, assim que eu puder? fudeu! colega de: assim que as coisas se resolvam. aí você já não tem mais jeito, porque coisas por si só não se resolvem. coisas por si só cobrem-se poeira!!!
depois de muita picula, de muitos minutinhos, daqui uma horinha e quarta-feira-sem-falta e infelizmente pelos novos avanços da tecnologia: meu número de telefone aparece no display de quem eu ligo! que a tali da dra. Cláudia, não mais atende aos meus telefonemas. no escritório já conhecem a minha voz, ela sempre está atrasada entre as lamúrias temporais do fórum e a desgraça da locomoção soteropolitana: os engarrafamentos. em casa se ligo um pouquinho antes das oito da manhã, de duas semanas para cá, ela sempre já saiu, de repente a moça caiu cêdo da cama e começou a ganhar o mundo antes dos meus telefonemas. ou seja me fudi. poedria ter me fudido mais, ela queria de mim uma procuração pública para fazer tudo sozinha (se trata de dinheiro!), eu preferi agradecer educadamente a generosíssima oferta.
segunda-feira, dia de acordar com a macaca e de resolver coisas. dra. Cláudia evaporou-se. como éter em paralélepido quente meio-dia no verão da Bahia. em tempo real e recorde.
hora de pensar em nova estratégia!
fui.
há cinco meses corro desesperadamente atrás de uma advogada, da qual só conheço o nome de batismo e três números de telefone. meu pai e sua irmã a contrataram para resolver uma questão, e para isso ela deu entrada num alvará.
quando estava na Bahia há poucos meses atrás, falei muito com ela pelo telefone, ela me disse em se tratando da idade dos requerentes, o alvará sairia 'bem mais rápido do que o normal'. o tempo se passou e o dia da minha volta chegara. todas as coisas que eu tinha na minha lista para resolver, tudo resolvido. menos esta estória. que por sinal não estava na lista.
o que eu acho fantástico é a relação muito particular desta advogada com a definição de tempo.
quando alguém me diz, você pode me ligar daqui a cinco minutos, eu geralmente ligo em dez. já sabendo que ninguém é relógio de estação de trem na Suiça. sou generoso e no caso dou tempo em dobro. na Bahia, mesmo com a minha generosidade, sempre alguém se assusta do outro lado da linha e pergunta, ô o senhor já ligou???
há exatamente cinco meses que corro picula com esta advogada, além dos eventuais problemas como trânsito, greve nos cartórios, na justiça, viroses muitas viroses e etc.& tal, sempre existe a questão do tempo. uma hora, uma horinha, daqui a pouco, semana que vem sem falta, até o final de semana no mais tardar, me ligue daqui uns dias, alista é longacomprida&extensa. até ai tudo estaria bem. mas quando o tempo se mistura com o acaso de coisas e fatos que não têm nada a ver com ele, como: assim que eu puder lhe dou uma resposta, ou seja o tempo aliado à uma força alienígena completamente inexplicável e pior uma força completamente incontrolável, assim que eu puder? fudeu! colega de: assim que as coisas se resolvam. aí você já não tem mais jeito, porque coisas por si só não se resolvem. coisas por si só cobrem-se poeira!!!
depois de muita picula, de muitos minutinhos, daqui uma horinha e quarta-feira-sem-falta e infelizmente pelos novos avanços da tecnologia: meu número de telefone aparece no display de quem eu ligo! que a tali da dra. Cláudia, não mais atende aos meus telefonemas. no escritório já conhecem a minha voz, ela sempre está atrasada entre as lamúrias temporais do fórum e a desgraça da locomoção soteropolitana: os engarrafamentos. em casa se ligo um pouquinho antes das oito da manhã, de duas semanas para cá, ela sempre já saiu, de repente a moça caiu cêdo da cama e começou a ganhar o mundo antes dos meus telefonemas. ou seja me fudi. poedria ter me fudido mais, ela queria de mim uma procuração pública para fazer tudo sozinha (se trata de dinheiro!), eu preferi agradecer educadamente a generosíssima oferta.
segunda-feira, dia de acordar com a macaca e de resolver coisas. dra. Cláudia evaporou-se. como éter em paralélepido quente meio-dia no verão da Bahia. em tempo real e recorde.
hora de pensar em nova estratégia!
fui.
8.17.2008
adeus doce poeta!
horas
se já fora,
que importa agora
retalhar a dor, ai…
que doeu outrora.
infindada, a vez não é nada.
passaram-se agoras,
horas, horas
minha rotina tão desregrada foi quebrada. o terceiro café na mão, computador ligado, e-mails lidos, parto para o blog de Maria, daí a notícia da morte de Dorival Caimmy. engoli em sêco, chupei tudo o que podia no mundo virtual sobre o acontecido.
minha mãe sempre me repetia quando eu era pequeno:
“da morte ninguém escapa,
nem o rei,
nem a rainha,
nem o papa”
crônica de uma morte anunciada. ela sabia. queria me preparar.
os que ficam nunca estão preparados.
domingo, Caimmy partiu ontem. fiquei quieto. pensei em tanta coisa, principalmente sobre a memória do Brasil. os pioneiros do século XX se despedem. nós nos despedimos de mais um. de um dos mais doces.
depois do silêncio. a música. domingo chuvoso. preguiçoso. vou ouvir Caimmy.
8.16.2008
mainha
a foto colorida tirada no dia 16 de dezembro de 1978. depois desta mais nenhuma. exatamente um ano e oito meses depois ela partiu. são vinte e oito anos desde então. tanta coisa já se passou, mas as últimas vinte e quatro horas entre o o coma e a partida, se fecho os meus olhos lembro de cada segundo.tanto que ainda me pergunto o que teria sido de mim se ela estivesse viva. certamente eu ainda viveria na Bahia, talvez uma bicha velha enrustida e gorda que vai aos domingos com a mãe à missa. talvez estivéssemos os três a morar juntos e felizes, ela, Bibita e eu. talvez eu estivesse a cuidar das seqüelas que ela provávelmente teria tido da trombose. talvez estivéssemos os dois a nos torturar entre altos e baixos de amor e ódio. sei só que estaríamos juntos até hoje.
tanta coisa que não pude dizer. tanta coisa que não soube dizer.
uma coisa o tempo me levou, o tom de sua voz.
tanta coisa que não pude dizer. tanta coisa que não soube dizer.
uma coisa o tempo me levou, o tom de sua voz.

Ilnah Paternostro Pedreira
*31 de agosto de 1921
+16 de agosto de 1980
8.15.2008
triste bahia
"Miro, desculpe, mas tenho que me preocupar um pouquinho comigo e minha cadeira. sei que as pedras não têm culpa, mas com elas minha vida é um inferno. Numa cidade onde grito sozinho por tudo, vou gritar por mim mesmo: fora pedrinhas. To me lixando pro porto, para a história, para a beleza. tudo aqui fede e tudo aqui é feio, com ou sem pedra portuguesa. desculpe o desabafo." Comentário postado por Edu O. há três dias atrás.
voltei. ao abrir meus e-mails hoje de manhã, tinha um de Shirley Pinheiro, me avisando que se podia votar uma vez por dia. tarde demais. a votação acabou.
9580 votos a favor. 5267 votos contra. fiquei abestalhado! 63% dos votantes concorda com este absurdo. inenarrável derrota!
Edu querido, mesmo entendendo a sua questão quanto as pedrinhas portuguesas, tenho de argumentar com você. como eu mesmo já citei na última postagem, eu mesmo fui vítima do desleixo com as calçadas de pedra portuguesa. torci o pé. uma banalidade comparada ao seu problema, eu sei. mas nem mesmo esta banalidade deveria ocorrer.
quando em 1980 eu perdi minha mãe, na mesma época minha tia Alba, sua irmã ficou paraplégica por incompetência médica. no que pude eu ajudei e cuidei dela como pude. e sei bem o que é empurrar uma cadeira de rodas nas calçadas de Salvador, sem contar que minha tia Alba, pesava pelo menos duas vezes e meia o seu peso. não vem ao caso.
o que vem ao caso é o direito dos cidadãos e dos pagantes de impostos de terem uma cidade bem cuidada. as calçadas de Copacabana são conhecidas no mundo inteiro. são cartão postal. e são bem conservadas, sem buracos. cadeiras de roda podem tranqüilamente passear pelo trottoir de Copacabana, ou de Ipanema. em São Paulo, muitas das calçadas são revestidas com as pedrinhas portuguesas. Em Lisboa e muitas outras cidades portuguesas, em Paris, até mesmo em Berlin elas existem, sem que ninguém tropece, sem que cadeiras de rodas não possam transitar.
triste ver a Bahia se definhando e perdendo sua memória. não são só os casarões do comércio, as belezas da penísula itapagipana, os sobrados no pé da ladeira da montanha, a própria ladeira da montanha, lapinha e tantos outros exemplos, sem nem começar com a grande orla de Salvador. um horror estético!
sim Edu, lhe dou toda razão no seu desabafo e nos seus gritos, porém não concordo com sua posição. mesmo nos meus anos de Bahia e raiva e de ódio pela ignorância de tantos, mesmo tendo optado pelo “exílio”, eu ainda amo muito muito a minha cidade. e dói pra caralho vê-la se acabando. perdendo sua memória, perdendo suas belezas. perdendo-se numa zona abissal desprovida de memória, de folclore inventado, se afogando na própria ignorancia e esquecendo o próprio passado.
mudanças fazem parte da vida. é um processo inevitável. absurdo é ver um povo se distanciando de sua própria história. praticamente destruindo sua própria história. é inaceitável.
infelizmente eu não tenho tendências para ser Don Quixote, nem vou querer ser o herói desta guerra perdida. continuarei a observar com imensa tristeza a Bahia se perdendo, se transformando numa pseudo-afro-disneylandia ao som dos tambores, do pagode, da cachaça e do crack asfixiada pelo plástico dos abadás, e do merchandising das cervejinhas.
triste Bahia, ó quão dessemelhante!
8.11.2008
votem!!!
recebi um e-mai hoje de uma amiga de brasília, me pedindo para votar contra a tirada das pedras portuguesas da calçada do porto da barra. este foi o primeiro choque. o segundo foi logo depois de ter votado online, vi o resultado parcial no momento, quase avassalador, a maioria que votou diz querer que as pedrinhas sumam da paisagem e que ao invés delas coloquem placas de granito.
este ano ainda, quando estive por ai, torci o pé na rua, descendo a princesa Isabel. fiquei tres dias de pé engessado, porque ao descer a ladeira a pé, enfiei o meu pé direito num dos muitos buracos que assolam as calçadas de pedrinhas portuguesas. quem foi o culpado? a pedra? esta com ceretza não.
culpado, se este nome pudesse bastar para classificar a falta de vergonha que reina na cidade da Bahia. políticos vão, novos vêm, muitos se repetem. uma coisa em comum todos têm: falta de vergonha, desleixo para com a cidade e principalmente para com os cidadãos.
2003 estive na Bahia, e a cidade era mais limpa do que Berlin, muitos na época diziam ser obra e glória do tal do Imbassahy. este ano se falava muito em política, afinal em novembro tem eleição. diziam com ACM morto, Imbassahy não teria mais dinheiro nem como fazer pela cidade; João Henrique como prefeito é tão bom como quando nos tempos do Sophia Costa Pinto: em estando ele em corpo presente ou não, não fazia a menor diferença. 2007/2008: a cidade estava uma vergonha! já falei dos meus horrores aqui no blog em relação aos descuidos e desleixos em que se encontram a cidade.
e agora ainda mais esta! putaquepariu!
eu já votei contra! e vocês? vão deixar o porto com ar de lápide de cemitério??? o plástico já tomou conta dos bares, das barracas, da cidade. nada mais do lindo artesanato de banquinhos e mesas de festa de largo, feitos e pintados a mão. plástico. vamos botar granito na calçada do porto, aproveita manda botar esta merda até lá no aeroporto, onde tiver calçada, pedra portuguesa longe!!! é assim? então vamo aproveitar e mandar tirar a areia das praias e mandar cimentar? quer mais???
clicando no título vocês podem entrar direto na votação no ministério público. obrigado!
fui.
P.S.: o meu blog entra em recesso a partir de hoje, vou fazer manutenção, coisa que nem a prefeitura nem o governo estadual fazem!!!
este ano ainda, quando estive por ai, torci o pé na rua, descendo a princesa Isabel. fiquei tres dias de pé engessado, porque ao descer a ladeira a pé, enfiei o meu pé direito num dos muitos buracos que assolam as calçadas de pedrinhas portuguesas. quem foi o culpado? a pedra? esta com ceretza não.
culpado, se este nome pudesse bastar para classificar a falta de vergonha que reina na cidade da Bahia. políticos vão, novos vêm, muitos se repetem. uma coisa em comum todos têm: falta de vergonha, desleixo para com a cidade e principalmente para com os cidadãos.
2003 estive na Bahia, e a cidade era mais limpa do que Berlin, muitos na época diziam ser obra e glória do tal do Imbassahy. este ano se falava muito em política, afinal em novembro tem eleição. diziam com ACM morto, Imbassahy não teria mais dinheiro nem como fazer pela cidade; João Henrique como prefeito é tão bom como quando nos tempos do Sophia Costa Pinto: em estando ele em corpo presente ou não, não fazia a menor diferença. 2007/2008: a cidade estava uma vergonha! já falei dos meus horrores aqui no blog em relação aos descuidos e desleixos em que se encontram a cidade.
e agora ainda mais esta! putaquepariu!
eu já votei contra! e vocês? vão deixar o porto com ar de lápide de cemitério??? o plástico já tomou conta dos bares, das barracas, da cidade. nada mais do lindo artesanato de banquinhos e mesas de festa de largo, feitos e pintados a mão. plástico. vamos botar granito na calçada do porto, aproveita manda botar esta merda até lá no aeroporto, onde tiver calçada, pedra portuguesa longe!!! é assim? então vamo aproveitar e mandar tirar a areia das praias e mandar cimentar? quer mais???
clicando no título vocês podem entrar direto na votação no ministério público. obrigado!
fui.
P.S.: o meu blog entra em recesso a partir de hoje, vou fazer manutenção, coisa que nem a prefeitura nem o governo estadual fazem!!!
8.09.2008
rapidinha, de novo
adoro abertura de olimpíada! a de ontem foi um luxo só.
Lula estava lá. todo cheio de dentes, de sorrisos e de botox.
só que teve gafe, a delegação do Brasil foi bem na frente, Lula seria o primeiro dos muitos presidentes a saudar a sua delegção. e o homem não levantou da cadeira!
o Itamaraty não tem ninguém lá não é? pra ensinar essas coisas pra ele?
seu Bush, só levantou pros Estados Unidos, ele também não sabia ser o presidente de Puerto Rico e de algumas outras ilhotas do pacífico.
os dois Jecas!
fui…
Lula estava lá. todo cheio de dentes, de sorrisos e de botox.
só que teve gafe, a delegação do Brasil foi bem na frente, Lula seria o primeiro dos muitos presidentes a saudar a sua delegção. e o homem não levantou da cadeira!
o Itamaraty não tem ninguém lá não é? pra ensinar essas coisas pra ele?
seu Bush, só levantou pros Estados Unidos, ele também não sabia ser o presidente de Puerto Rico e de algumas outras ilhotas do pacífico.
os dois Jecas!
fui…
8.08.2008
bandeira branca
depois de muito rodar pelas páginas de assistência do Google, sucumbi, vi que o único jeito que tinha era mesmo entrar num grupo de chat, onde as pessoas compartilham e resolvem os problemas internáuticos uns dos outros. não suporto este tipo de coisa, mas era a única forma de descobrir como resolver o problema das atualizações do blog. quando entrava nos blogs que me haviam linkado, via que o meu link estava lá completamente desatualizado.
entrei no grupo de auto-apoio, e logo começou a miséria, cada vez que entrava para abrir os meus e-mails, vinham cacetadas, quinhentos mil e-mails das mais variadas e distintas pessoas, com tantos outros problemas, mas não o mesmo que o meu.
hoje abrindo os meus e-mails, dei uma olhadinha com calma nos problemas dos outros. dois e-mails me chamaram muito a atenção, nos dois casos eram pessoas alegando ter sido vítimas de calúnia. nos blogs da google, alí em cima na moldura tem um botão onde você pode denunciar conteúdo impróprio. entrei de cara no blog de um, para testemunhar com os meus próprios olhos. não fosse pela foto de um gato (o animal de quatro patas) pendurado numa corda exibindo um par de testículos monstruosos, não ví nada demais que pudesse chegar perto de um conteúdo impróprio, impróprio pra mim talvez, porque ao folhear o blog me entediei infinitamente.
a outra vítima, um rapaz que praticamente foi banido do orkut (a comunidade de ‘amigos’ do google) porque tinha uma foto dele quando criança, desnecessário dizer que entrei no orkut, a página não existe mais. era uma foto dele nu quando criança??? alguém o denunciou como pedófilo.
eu adoro internet, desde que existe para leigos e amadores, desde antes mesmo de possuir computador próprio, já era viciado. mas como tudo na vida tem seus dois lados… o lado positivo do internet? a resposta é obsoleta. o lado negativo? longo, comprido e extenso, vou pegar um deles. assistindo televisão outro dia, vi uma reportagem sobre uma nova forma da brutalidade do internet. tratava-se do sítio “rotten neighbor” ao pé da letra: vizinho pôdre! o negócio é muito simples, os membros do sítio, sob o manto da anonimidade (covardia), podem denunciar o seu vizinho. o refinamento é que a pessoa posta uma estória sobre o tal do vizinho, com foto dele, endereço e com o auxílio da tecnologia de googlemaps. você digita o endereço tal, aí aparece o mapa do google, com bandeirinhas verdes, amarelas e vermelhas – verde não ví nenhuma! clica na bandeirinha e aí vem nome, etc. e tal, você abre e não só pode ler sobre a vida intima do vizinho, como que praticamente pode ver a casa dele, vista de cima mas bem aproximadamente. e em breve você pode ver a casa desta pessoa pelo ângulo do pedestre!
o pior da estória é que na maioria dos casos se trata de calúnia e difamação. como a reportagem era alemã, é claro que eles focaram a matéria em casos aqui acontecidos. a Alemanha infelizmente ainda sofre muito de uma doença social quase que crônica, os sintomas, difamação, calúnia, denunciação, intriga. na matéria, eles falavam que na Europa, a Alemanha estava em primeiro lugar no número de bandeirinhas no sítio.
abestalhado fiquei e estou até agora. o que fazer contra isso? não sei! sei sim é que quando terminou a matéria, me levantei no ato, liguei o compu e entrei no tali do sítio, digitei o meu endereço e para o meu grande alívio, toda a minha a rua, todo o meu bairro e a grande maioria da cidade estava limpa de bandeiras, nem verdes, nem amarelas e muito menos vermelhas. bandeira branca amor, eu quero paz!
já dizia o grande Guimarães Rosa: “viver é muito perigoso”.
fui.
entrei no grupo de auto-apoio, e logo começou a miséria, cada vez que entrava para abrir os meus e-mails, vinham cacetadas, quinhentos mil e-mails das mais variadas e distintas pessoas, com tantos outros problemas, mas não o mesmo que o meu.
hoje abrindo os meus e-mails, dei uma olhadinha com calma nos problemas dos outros. dois e-mails me chamaram muito a atenção, nos dois casos eram pessoas alegando ter sido vítimas de calúnia. nos blogs da google, alí em cima na moldura tem um botão onde você pode denunciar conteúdo impróprio. entrei de cara no blog de um, para testemunhar com os meus próprios olhos. não fosse pela foto de um gato (o animal de quatro patas) pendurado numa corda exibindo um par de testículos monstruosos, não ví nada demais que pudesse chegar perto de um conteúdo impróprio, impróprio pra mim talvez, porque ao folhear o blog me entediei infinitamente.
a outra vítima, um rapaz que praticamente foi banido do orkut (a comunidade de ‘amigos’ do google) porque tinha uma foto dele quando criança, desnecessário dizer que entrei no orkut, a página não existe mais. era uma foto dele nu quando criança??? alguém o denunciou como pedófilo.
eu adoro internet, desde que existe para leigos e amadores, desde antes mesmo de possuir computador próprio, já era viciado. mas como tudo na vida tem seus dois lados… o lado positivo do internet? a resposta é obsoleta. o lado negativo? longo, comprido e extenso, vou pegar um deles. assistindo televisão outro dia, vi uma reportagem sobre uma nova forma da brutalidade do internet. tratava-se do sítio “rotten neighbor” ao pé da letra: vizinho pôdre! o negócio é muito simples, os membros do sítio, sob o manto da anonimidade (covardia), podem denunciar o seu vizinho. o refinamento é que a pessoa posta uma estória sobre o tal do vizinho, com foto dele, endereço e com o auxílio da tecnologia de googlemaps. você digita o endereço tal, aí aparece o mapa do google, com bandeirinhas verdes, amarelas e vermelhas – verde não ví nenhuma! clica na bandeirinha e aí vem nome, etc. e tal, você abre e não só pode ler sobre a vida intima do vizinho, como que praticamente pode ver a casa dele, vista de cima mas bem aproximadamente. e em breve você pode ver a casa desta pessoa pelo ângulo do pedestre!
o pior da estória é que na maioria dos casos se trata de calúnia e difamação. como a reportagem era alemã, é claro que eles focaram a matéria em casos aqui acontecidos. a Alemanha infelizmente ainda sofre muito de uma doença social quase que crônica, os sintomas, difamação, calúnia, denunciação, intriga. na matéria, eles falavam que na Europa, a Alemanha estava em primeiro lugar no número de bandeirinhas no sítio.
abestalhado fiquei e estou até agora. o que fazer contra isso? não sei! sei sim é que quando terminou a matéria, me levantei no ato, liguei o compu e entrei no tali do sítio, digitei o meu endereço e para o meu grande alívio, toda a minha a rua, todo o meu bairro e a grande maioria da cidade estava limpa de bandeiras, nem verdes, nem amarelas e muito menos vermelhas. bandeira branca amor, eu quero paz!
já dizia o grande Guimarães Rosa: “viver é muito perigoso”.
fui.
8.07.2008
CSD
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já passou mais de mês. mesmo assim toda a minha odisséia tentando achar o cabo, que na verdade não era o cabo, mas uma porrinha assim pequenina, espécie de antena, que sabe lá deus porque batizaram de dente azul.
depois de baixadas ví, que nem mesmo são espetaculares as fotos. falo da parada gay, foi no final de junho, comentei aqui, prometi fotos. mas tem esta pequena sequência de filme. nada de especial.
Berlin, Kreuzberg. Oranien esquina com a Adalbertstraße. verão de 2008. Christoph Street Day. Transgenialer CSD.
8.06.2008
finalmente, o cabo

depois de muito ter rodado como peru em véspera de natal, descobri que não precisava de um cabo, sim de um dente azul. computador virou mágica. hoje depois de passadas as ressacas, físicas, morais, psicológicas, mau humor e de ter mais ou menos posto o sono no ritmo normal, meu telefone resolver quebrar… hoje era dia então de resolver pequenas coisinhas do lar. tenho pavor de coisas que não funcionam. achei o telefone novo, achei o tali do dente azul, do bluetooth, da mágica de enviar as fotos do celular pro compu sem cabo nenhum. até 90 cm pode estar o celular afastado da anteninha! mágica! eu me lembro de quando começaram com os celulares que enviavam fotos e listas de telefones via raio infra-vermelho e eu ficava posicionando o celular bem direitinho em frente ao local de recepção. e já é passado!
esperando loucamente por mil novas mágicas.
até…
esperando loucamente por mil novas mágicas.
até…
8.05.2008
rituais, mais rituais
não vou mentir, nem vou negar. hoje foi-se a ressaca física, veio talvez a moral. em forma de péssimo humor, nunca tive problemas de dizê-lo ou de assumi-lo.
o final de semana foi longocompridoeextenso, cheio de excessos. afinal de contas ninguém é de ferro. uma e duas.
fato:
desculpem, mas ainda não estou em condições de estar por aqui lépido e fagueiro. talvez a foto da moça aí em baixo, relate um pouco o meu estado de alma, o físico como já disse, passou. minha alma vomita a cântaros, portanto vou poupar os visitantes e voltar aos meus rituais de limpeza.
desta vez de dentro pra fora.
de manhã cêdo em jejum: água fervente, muitos copos!!!
almoço e janta: sopa de miso com tofu, pra dar um gostinho, umas gotinhas de molho de soja.
amanhã é outro dia!
fui
o final de semana foi longocompridoeextenso, cheio de excessos. afinal de contas ninguém é de ferro. uma e duas.
fato:
desculpem, mas ainda não estou em condições de estar por aqui lépido e fagueiro. talvez a foto da moça aí em baixo, relate um pouco o meu estado de alma, o físico como já disse, passou. minha alma vomita a cântaros, portanto vou poupar os visitantes e voltar aos meus rituais de limpeza.
desta vez de dentro pra fora.
de manhã cêdo em jejum: água fervente, muitos copos!!!
almoço e janta: sopa de miso com tofu, pra dar um gostinho, umas gotinhas de molho de soja.
amanhã é outro dia!
fui
8.02.2008
médicos
médicos! tenho uma relação meio difícil com eles. era mais ou menos como no tempo em que possuia carro, ele inguiçava e tinha de levá-lo pro mecânico. na maioria das vezes não entendia chongas, mas se o cara explicasse de uma forma tal que parecesse me fazer entender, já funcionava. efeito placebo!
meu olho direito é problemático. já fui até operado. tinha em Stuttgart uma excelente oftalmologista, que descobriu o meu problema e me operou. quando saí de Stuttgart, ela fez questão de escrever uma carta para os caros colegas que eventualmente viessem a me tratar, explicando tim-tim por tim-tim.
depois da reforma que o atual governo fez no sistema de saúde alemão, muita coisa se perdeu. o Neoliberalismo espera de todos: trabalhe mais e ganhe menos. quem era rico ficou mais rico, quem não era só fez empobrecer. médicos com consultório próprio falindo, ou seja quem pode arruma seus panos de bunda e vai trabalhar em outros lugares onde salário de médico ainda é decente: Escandinávia, Inglaterra.
mas ao que interessa, aqui em Berlin, minha cartinha da minha doutora não fez lá grande sucesso. até ontem ainda não havia encontrado um bom oculista, peregrinei por muitos. há quatro semanas atrás, depois de ter conseguido uma consulta (tarefa árdua depois da reforma, para especialistas em média se espera dois a tres meses por uma consulta) fiquei chocado e deprimido: o doutor me jogou assim na minha cara que eu tinha Glaucoma! isso também no olho direito. fiquei doido. comecei meus telefonemas. uma coisa eu aprendi aqui, nunca coma o peixe o que o médico lhe vendeu, sempre procure uma outra opinião. eu fui. depois de muito telefonar, um amigo me aconselhou a “Charitè”, o Hospital de Clínicas da Universidade, segundo eles, também possuidor de olhos complicados, os melhores da cidade.
pra meu espanto consegui uma consulta em tempo recorde, duas semanas. fui lá ontem, a espera nem foi assim tão longa, mas mesmo que fosse valeu a pena. examinaram tudinho tudinho, só faltaram tirar os olhos das órbitas para olhar o fundo da chaparia. três horas de consulta. e o melhor médicos (sim fui atendido por dois de uma vez só, a Glória de qualquer hipocôndrico) que falam com sujeito, verbo e predicado pra qualquer leigo entender. e daqueles que não lhe tratam nem como debilóides, nem pobres coitados ou no pior dos casos como lixo humano. não, simplesmente lhe tratam como um paciente e como são da universidade, lhe tratam como matéria-prima, um objeto de estudo! por que tantos mudam depois que têm o diploma emoldurado e pendurado na parede do consultório???
resumindo ao que interessa: eu NÃO tenho glaucoma!!! o problema com a minha retina está mais do que sobre controle e eu não vou perder a visão do olho direito. mesmo com as pupilas do tamanho de azeitonas e aquele mal-estar horroroso que dá quando você sai na rua e a claridade vem, e depois horas a fio sem poder fazer nada! só deitar e espera que que a sensação passe. mas imensamente, profundamente aliviado. parecia que eu tinha ganhado um par de olhos novos!
pensei em voltar alí naquele oculista que me disse depois de uma consultinha fajuta de 10 minutos sem nem dilatar minha pupila, aquele que me falou que eu tinha glaucoma, pensei em voltar lá e dar uma rasteira nele e de xingar ele de todos os nomes que eu pudesse, em todos os idiomas que conheço. depois pensei melhor e disse cá com meus botões, ah ele que vá se fuder, não vou perder meu precioso tempo com ele. o que interessa são as boas novas e o meu alívio!!!
fui.
meu olho direito é problemático. já fui até operado. tinha em Stuttgart uma excelente oftalmologista, que descobriu o meu problema e me operou. quando saí de Stuttgart, ela fez questão de escrever uma carta para os caros colegas que eventualmente viessem a me tratar, explicando tim-tim por tim-tim.
depois da reforma que o atual governo fez no sistema de saúde alemão, muita coisa se perdeu. o Neoliberalismo espera de todos: trabalhe mais e ganhe menos. quem era rico ficou mais rico, quem não era só fez empobrecer. médicos com consultório próprio falindo, ou seja quem pode arruma seus panos de bunda e vai trabalhar em outros lugares onde salário de médico ainda é decente: Escandinávia, Inglaterra.
mas ao que interessa, aqui em Berlin, minha cartinha da minha doutora não fez lá grande sucesso. até ontem ainda não havia encontrado um bom oculista, peregrinei por muitos. há quatro semanas atrás, depois de ter conseguido uma consulta (tarefa árdua depois da reforma, para especialistas em média se espera dois a tres meses por uma consulta) fiquei chocado e deprimido: o doutor me jogou assim na minha cara que eu tinha Glaucoma! isso também no olho direito. fiquei doido. comecei meus telefonemas. uma coisa eu aprendi aqui, nunca coma o peixe o que o médico lhe vendeu, sempre procure uma outra opinião. eu fui. depois de muito telefonar, um amigo me aconselhou a “Charitè”, o Hospital de Clínicas da Universidade, segundo eles, também possuidor de olhos complicados, os melhores da cidade.
pra meu espanto consegui uma consulta em tempo recorde, duas semanas. fui lá ontem, a espera nem foi assim tão longa, mas mesmo que fosse valeu a pena. examinaram tudinho tudinho, só faltaram tirar os olhos das órbitas para olhar o fundo da chaparia. três horas de consulta. e o melhor médicos (sim fui atendido por dois de uma vez só, a Glória de qualquer hipocôndrico) que falam com sujeito, verbo e predicado pra qualquer leigo entender. e daqueles que não lhe tratam nem como debilóides, nem pobres coitados ou no pior dos casos como lixo humano. não, simplesmente lhe tratam como um paciente e como são da universidade, lhe tratam como matéria-prima, um objeto de estudo! por que tantos mudam depois que têm o diploma emoldurado e pendurado na parede do consultório???
resumindo ao que interessa: eu NÃO tenho glaucoma!!! o problema com a minha retina está mais do que sobre controle e eu não vou perder a visão do olho direito. mesmo com as pupilas do tamanho de azeitonas e aquele mal-estar horroroso que dá quando você sai na rua e a claridade vem, e depois horas a fio sem poder fazer nada! só deitar e espera que que a sensação passe. mas imensamente, profundamente aliviado. parecia que eu tinha ganhado um par de olhos novos!
pensei em voltar alí naquele oculista que me disse depois de uma consultinha fajuta de 10 minutos sem nem dilatar minha pupila, aquele que me falou que eu tinha glaucoma, pensei em voltar lá e dar uma rasteira nele e de xingar ele de todos os nomes que eu pudesse, em todos os idiomas que conheço. depois pensei melhor e disse cá com meus botões, ah ele que vá se fuder, não vou perder meu precioso tempo com ele. o que interessa são as boas novas e o meu alívio!!!
fui.
8.01.2008
pipia pipia
as pupilas ainda do tamanho de azeitonas iberia.
dia da consulta anual. sempre detestei, desde o meu
primeiro par de óculos.
dia inteiro na clinica da universidade. saí aliviadp!
depois eu conto.
fui
dia da consulta anual. sempre detestei, desde o meu
primeiro par de óculos.
dia inteiro na clinica da universidade. saí aliviadp!
depois eu conto.
fui
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