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8.16.2008

mainha

a foto colorida tirada no dia 16 de dezembro de 1978. depois desta mais nenhuma. exatamente um ano e oito meses depois ela partiu. são vinte e oito anos desde então. tanta coisa já se passou, mas as últimas vinte e quatro horas entre o o coma e a partida, se fecho os meus olhos lembro de cada segundo.
tanto que ainda me pergunto o que teria sido de mim se ela estivesse viva. certamente eu ainda viveria na Bahia, talvez uma bicha velha enrustida e gorda que vai aos domingos com a mãe à missa. talvez estivéssemos os três a morar juntos e felizes, ela, Bibita e eu. talvez eu estivesse a cuidar das seqüelas que ela provávelmente teria tido da trombose. talvez estivéssemos os dois a nos torturar entre altos e baixos de amor e ódio. sei só que estaríamos juntos até hoje.
tanta coisa que não pude dizer. tanta coisa que não soube dizer.
uma coisa o tempo me levou, o tom de sua voz.



















Ilnah Paternostro Pedreira
*31 de agosto de 1921
+16 de agosto de 1980

6 comentários:

Bernardo Guimarães disse...

Mais uma vez nos encontramos. Maria publicou a foto de minha mãe, a dela e sua avó. Hoje vejo a foto de sua mãe no seu blog. Não pode ser à toa. Nada é à toa. Norminha se foi em 69, sua mãe em 78 e a minha em 96. Ao menos devem estar felizes com nossos "encontros".
Eu estou.

Anônimo disse...

acabei de blogar a me despedir de Caymmi. Venho aqui e solto todos os meus choros, saudades que vamos juntando e carregando vida afora. Termino como Bernardo... ao menos devem estar felizes com nossos "encontros".
Eu estou.

Edu O. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edu O. disse...

E eu acabei de escrever no meu blog e como sempre visito os amigos. Vou primeiro a Maria que se desdepe de Caymmi, venho logo a você que fala da falta de tua mãe e eu que levantei com saudade de meu avô, acho estranho esse dia em que todos escrevem entristecidos.

Anônimo disse...

gostei das novas cores do blog. Cadê nossa outra Maricota, sumiiida! apareça!

Unknown disse...

Lendo você agora, chorei. Chorei por imaginar como você se sentiu, se sente e se sentirá para sempre. Chorei por estar longe da minha mãe que fará, se Deus quiser, 80 anos em outubro. Chorei por pensar que já se vão 42 anos que meu pai partiu. Foi em 1966, 3 anos antes de tia Norma mãe de Maria. Chorei, ou melhor, estou chorando por pensar que talvez não vá pros 80 anos de minha mãe por motivo de trabalho. E aí eu penso, reflito, penso de novo, penso mil vezes se vale mesmo à pena não ir ao aniversário de minha mãe porque preciso fazer uma porra de uma formação pra poder trabalhar neste país onde tudo tem que ser provado e mais que provado, temos que ter 360 mil formações para sermos aceitos. E minha mãe? O que faço, vou ou não vou? E você, o que faria?