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12.31.2008

para todos


2009
um grande ano, com muito sucesso em todos os aspectos
e para todos os desafios e metas
é o que eu desejo a todos
nós

12.29.2008

preparativos para o revêion.1

hoje tive de tomar uma overdose de chá de calma (sempre mui bem recomendada e abusada em toda e qualquer viagem à Bahia) e fui comprar roupa de cama na IKEA. empombei de querer entrar o ano novo pelo menos com roupa de cama nova, mesmo sabendo de ser uma experiência kamikasi, mas como já disse três ou quatro xícaras de chá de calma para enfrentar este mundo de gente na IKEA aproveitando a liquidação.
lá fui eu para uma das três IKEAS daqui de Berlin, resolvi ir na mais próxima de minha casa. dois trens de ida, dois de volta, parece muito mas é como se diz lá na Bahia, só dois transportes. chá de calma, iPod e um par de fones de ouvido em tamanho GGG para visualmente advertir: NEM PENSE EM BULIR COMIGO! tudo isso aliado e conjugado às preces para São Guido, o protetor dos invisíveis e tome-lhe lá pensando a oração... SÃO GUIDO CEGÁI, SÃO GUIDO CEGÁI. e dá jeito mesmo. não me aborreceram, não me aborreci, eu realmente me sentia invisível, transparente, nada tropeções, pancadas, e uma coisa que muito me persegue, aquela coisa de você estar andando na rua e vem uma pessoa diretamente em sua direção e então o impasse, aí começa o ballet dos indecisos, uma verdadeira valsa urbana, mui querida principalmente quando você vem carregado que nem burro de lavagem do bonfim... ninguém merece, eu muito menos.
fui, voltei, são & salvo, sem aborrecimentos nem hematomas, sem calos nos dedos do pé e sem dor de cabeça. a roupa de cama nova já na máquina de lavar e eu a respirar fundo tranqüilicalmo na paz do meu lar.


fui 

12.28.2008

gripe na hora certa

passei uma semana de cama. a gripe veio e veio com todas, ainda estou um pouco abalado, tosse, catarro e todo o resto a que tenho direito. mas hoje já consegui sair da cama, o sol estava brilhando, o rio se congelando e meu nariz se descongestionando. 
pensei, que maravilha, gripe no natal. já que detesto esta atrorcidade (natal), pensei a gripe este ano veio na hora certa. nem preciso ficar driblando convites que não quero aceitar. estou de cama. pronto. ninguém haverá de me encher o saco.

como fui criança criada em frente da televisão, pensei, natal, vou ver um monte de filme besta, até chorar um pouco... pérolas como 'imitação da vida', bom de chorar de se acabar... mas que nada! a televisão destes dias é bem outra. nunca pensei em dizer isto alto, mas que falta que a tv pretibranco me faz, naqueles meus dias da aurora da minha vida, com apenas dois programas itapuã e aratu! tive a sorte de poder assistir muitos bons filmes na sessão da tarde, nos tempos em que não se dublava os filmes enlatados com os deles e os delas da tv globo. Bette Davis era dublada por Ida Gomes. Filme com a maravilhosa Carmen Miranda passavam pelo menos uma vez por semana. 

quase que tive um ataque de pelancas, a programação natalina das tevês alemãs uma verdadeira desgraça enfiada numa vara. pelo menos tinham os documentários e eu ainda tinha meus dvds de 'six feet under' (simplesmente a melhor coisa que aconteceu na história da televisão) não sei se passou aí no Brasil, e se passou deve ter passado em canal pago e espero que sem os deles e os delas da tv globo. o que mata qualquer coisa que se veja na televisão, pior que isso só na Polônia ou na Rússia, onde só tem um único ator(???!!!) dublando todos os personagens sem a menor intenção e ainda dá para você escutar o som original um pouco mais baixo rolando no fundo.

a única coisa boa na televisão alemã é saber que: se você perdeu hoje este ou aquele filme, não se desespere, no mais tardar no prazo de uma semana, você pega o repeteco. as vezes até mesmo na própria noite. incrível o que a falta de dinheiro não faz. as tevês todas falindo aqui depois da chegada do internet. 

cansei da gripe, cansei da cama, o nariz ainda escorre, a voz duas oitavas ainda mais baixas, o frio a carcumer lá fora e aqui dentro de casa. 

tenho de me preparar psicologicamente para o outro grave dilema: a porra do revellion. que misera! são joão em Berlin. aqui graças às leis incompreensíveis desta sociedade protestante, só se pode vender fogos de artifício entre o dia 29 e o dia 31 de dezembro. pelo menos isso. amanhã eu vou as compras: oropax, valium e qualquer coisa para encher o bucho antes e depois do valium. pra mim isso não é revellion, é guerra civil.

bom saber que a minha gripe já está se despedindo, e agora vou terminar de lavar os pratos e voltar para a minha fase de hibernação. 

ademã, que eu vou em frente!


fui

12.19.2008

desenhos anônimos

de férias... de natal. 
hoje foi a primeira vernissage dos desenhos anônimos. clicando no título, vocês podem dar uma espiadela em alguns desenhos que a curadora resolveu colocar no mundo virtual. já cliuei horrores nos inúmeros x, mas acabei perdendo a paciência e nem encontrei ainda um dos meus desenhos.
amanhã será a segunda vernissage, com dj e festa. estarei lá amanhã. hoje era dia de blablabla de político de bairro e eu sem a menor paciência.
domingo é o último dia da exposição, o último domingo antes do natal, aqui os quatro domingos antes do natal são muito festejados. famílias, grupos de amigos se encontram de tarde para confraternizar, são os chamados quatro domingos de advento. na programação da curadora, haverá café e guloseimas natalinas para os visitantes.

façam aí uma boa torcida para que eu venda pelo menos um dos desenhos. depois de acabada a exposição, colocarei os desenhos tanto aqui como no sítio.


fui

P.S.: neste interrégno já fui lá e terminei de clicar os x e noves, para minha decepção, a maluca da curadodora botou um desenho que havia colocado na coletiva de número 7, todos que conferem o blog já viram. que pena. os novos desenhos são bem diferentes, todos feitos com caneta bic em papel de aquarela. enfim, colocarei depois de terminada a expo...

12.18.2008

fotografias


mp
vitrine da loja ASA90







já disse aqui uma vez e nunca me cansarei de repetir, o que mais prezo na vida é a liberdade. que maravilha é poder fazer o que quiser e quando quiser, por exemplo agora que posso administrar e fazer e refazer o meu sítio quando bem tiver vontade de. 
já havia falado também sobre a minha paixão por fotografar flores e de que as papoulas com toda a sua fragilidade são as minhas preferidas.
pensava ter um cedê com as papulas, não achei ou posso até tê-lo perdido em inúmeras mudanças desde 2001. tenho sim muito bem conservados os negativos, fui lá na minha lojinha adorada aqui do bairro, o dono da loja que já havia ficado tão entusiasmado com os primeiros resultados com a nova máquina a POUVA, colocou na sua vitrine uma reprodução de três fotos das minhas primeiras séries com a POUVA. está lá, com meu nome e tudo e endereço do sítio.
para encurtar a conversa, levei os negativos, eles escanearam e no final do dia o dvd já estava pronto.
coloquei no meu sítio duas nóvas páginas com fotografias em preto e branco, papoulas, lírios e amarilis (acho que é este o nome), quem quiser ver as novidades que vá lá no meu sítio.







fui

12.16.2008

dezembros

dezembro. um mês insuportável. frio, escuro, dias curtíssimos e a banana do natal e do ano novo. todos andam na rua como zumbis, comprando, consumindo, comida, presentes, bebidas e os malditos fogos de artifício. pouco se vê da filosofia do natal, festa do amor, da confraternização. a realidade é bem outra...
digo sempre que em Berlin, deve de ter alguma máquina e alguém que aperta o botão desta, geralmente no início de novembro, as últimas folhas caem das árvores e o céu se cobre de um cinza que parece se impregnar na alma das pessoas. inclusive na minha. dezembro começa com um inenarrável cansaço, da falta de luz, do frio e da falta de calor humano.
dois invernos que eu quase que inteiramente não passei aqui, 2006/2007 estava no Brasil, calor, sol, praia e muitas festas. muitos risos. quando voltei das duas viagens, meu corpo e minha alma estavam repletos do sol, do calor, e das muitas risadas que havia dado. mas devo confessar meu corpo sentiu falta do inverno. é muito diferente poder vivenciar o dia a dia com quatro estações definidas. meu corpo sentiu uma certa falta do processo. 
este ano, estou aqui no inverno, de certa forma muito quis assim. a confusão se fez e faz por eu estar sentindo falta das vivências dos dois invernos passados no exílio. lá...
ví a foto de Bernardo no barco, viajando para Camamu. e me bateu uma saudade enorme. praticamente me senti no próprio barco, sentindo o sol quente batendo na pele e aquecendo a alma.
senti-me literalmente num vácuuo, sem saber onde estou. 
detesto natal, ano novo aqui é pior do que passar São João em cidade do recôncavo, o povo enlouquece aqui, e tome-lhe fogos de atifício das piores formas. parece até guerra civil. no dia 1 de Janeiro, só se vê cinzas e restos dos fogos pelo chão.

ainda nem sei o que farei durante estas duas próximas semanas. a escola de férias de natal, por 14 dias, o mundo se empanturrando de gansos, patos e perus, regados com dulcíssimas guloseimas cheias de mateiga, passas, tudo regado a cravo e canela.

não planejarei nada, deixarei tudo para na hora ver qual será o meu astral. a grande novidade e esperança sempre se dão no dia 21 de dezembro, aqui o dia mais curto do ano, a esperança de saber que a partir de então os dias voltarão a crescer de novo. e de que em janeiro alguém irá apertar o botão de novo e o cinza vai sair do céu e o sol volta a brilhar. e basta haver sol e qualquer coisa assim como 5 graus positivos para tudo parecer bem melhor.




fui 

12.12.2008

outras luzes

fotos MP
Vienna, 2001









































quando eu morava em Viena e as minhas vacas erama mais gordas, dei para exercitar no passa-tempo da fotografia. isso aconteceu entre 2000 e 2002. todos os finais de semana comprava flores, apesar de não gostar de tê-las em vasos, gosto de flores em casa, em Viena eu tinha muitas plantas em casa. mas eu comprava flores não só para colocá-las em vasos e esperar o dia de colocá-las então no lixo, mas sim para fotografá-las. ainda estou a procurar o cd com fotos de papoulas, as minha preferidas, tão frágeis, absorvem as luzes como se fossem pedaços de pele colorida esperando a luz tocar a sua superfície.
encontrei o cd com outras, tulipas, outras que nem sei o nome, havia as comprado simplesmente pela sua forma. como faço sempre com a maioria de minhas escolhas, sempre os olhos tomam todas as decisões.

fui



P.S.: todas as fotos são analogas, feitas apenas com um refletor de loja de construção, fundo escuro. 

12.08.2008

luzes







o resultado das minhas experiencias com a camera nova. brincando com o tempo, com a luz e com os ângulos, na verdade todas as fotos são brincadeiras de superposição.

tem uma aqui de tira-gosto, para o total tem de ir no meu sítio, clica embaixo da foto e vai lá.











clicando no título vocês acessam diretamente a esta página com as fotos.



fui








12.07.2008

Nikolaus

dia 6 de dezembro. na Alemanha é dia de Nikolaus.dia da criançada se foi bem comportada durante o ano, ganhar chocolate e presente.
adultos também festejam o Nikolaus, eu acabo de chegar de uma festinha destas, teve ponche quente, uma mistura de vinho tinto, rum e especiarias, muito cravo, muita canela, aquecidos na panela para matar o frio.
hoje cada um de nós teve de levar um presentinho das lojas de 1 euro. presentes colocados na cesta, jantar, muito ponche, depois guloseimas de natal e hora de partilhar os presentes. uma forma alemã do nosso 'amigo secreto'. rimos muito. bebemos muito e meia-noite foi boa-noite osvaldo e cada um pra sua casa.
no metrô teve porrada, um turco perdeu seu olho de vidro. um pouco de adrenalina para poder fazer passar bem rápido os poderes do ponche. fiquei longe da briga. tomando uma overdose de calma.
agora cama. para todos do outro lado do hemisfério e abaixo da linha do equador, bom Nikolaus!

fui

12.05.2008

lingüiça eu misturo com banana


Tel-Aviv me deu logo a impressão de estar em casa. no caso no Brasil.
calor. caos. muito barulho. cheiros, odores, fedores. 
um dos lugares que mais gostei e onde muito fothrafei foi o Carmel Market, no centro da cidade. quando estou na Bahia, tenho sempre de ir dar as minhas voltas na feira de São Joaquim, já fazia isso desde quando ainda morava por lá. muito antes mesmo de virar chique ou moda, ou até ponto cultural.
não sei o que é que me fascina em feiras. gosto de passar horas só mesmo passeando. no Carmel Market, tive muito a impressão de ser catapultado, muitas vezes pelo ambiente, outras muitas apenas pelo jeito de um corpo. é batata, mas quando se vive em clima quente a postura corporal é bem outra. enfim, achei mais esta foto, também feita no Carmel Market, centro de Tel-Aviv, que esteticamente falando mais parece uma versão enorme do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, com praia! parece demais!

hoje, enchendo lingüiça a 3X4, comendo chiclete e mascando banana.

fui