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8.25.2008

de cá. de lá. de longe.


coisas de lá e coisas de cá.
eu em cima do muro, a resolver de cá coisas de lá.
fusos horários não são nada em comparação aos fusos socio-culturais.
lá, telefone de banco deve ser de enfeite. ninguém atende, a não ser Terezinha a telefonista central do banco do brasil.
uma gracinha, estamos íntimos. ela já tão engajada nos meus dramas e problemas com os funcionários do bb em relação a telefones que só tocam, nunca são tocados. até o fax. este também toca. toca. mas nunca dá o sinal do fax. coisas de lá.
coisas de cá. jamais chamaria Frau Schmidt pelo seu nome de batismo. e Frau Schmidt estaria cagando e andando se eu estivesse do outro lado do atlântico e a senha do meu cartão tivesse sido bloqueada. mas certamente quando Frau Schmidt teria passado a minha ligação adiante e alguém com certeza atenderia o maldito telefone.
dias se passaram. quinta, sexta. enfim obrigado pelas forças inabaláveis do final de semana, desisti e capitulei. além do que, aí é que ninguém atende mesmo. nem lá, nem cá! chegou a segunda e eu e Terezinha a nos dar Bom-Dia. Terezinha arrasada com os seus colegas. eu com vontade de morder o próprio cotovêlo.
interessante é ver que tudo e isto em qualquer lugar do mundo, sempre tem um lado surrealista. lá, a intimidade que tomamos, no meu caso que é tomada, pois intimidade nunca dou. a coisa vai ficando tão pessoal até um ponto, em que pessoas mesmo não se conhecendo pessoalmente, por simpatia ou por sei lá o que, começam a se compactuar. no caso Terezinha comigo.
cá é tudo impessoal. e se vira pessoal, geralmente toma rumo da antipatia. e só.
lá, apesar das transações via internet, serem bem mais seguras que aqui, com senhas e mais senhas, perguntas e respostas, CEP, CPF, RG e o caralho a quatro, quando tudo isso falta e é hora de entrar na ação pessoal, a voz de uma pessoa tem um outro efeito e afeta de uma forma ou de outra a simpatia e/ou antipatia de uma outra. mas quase sempre se dá um jeitinho. ou tem algum conhecido, ou parente…
cá, necasdepitibiribas. nê-a-ná-dê-a-dá! todos somos iguais, ninguém merece o mínimo de simpatia, ou de bem-estar. por outro lado, para existir só preciso de um único documento, com ele existo, provo minha existência, minha moradia, posso votar, viajar, tudo. nada de pastas cheias de papéis, de N-cópias de firmas a serem reconhecidas, filas em banco para pagar uma taxa, mais uma fila no cartório e isso e mais aquilo.
impossível fazer comparações. engraçado é poder perceber as diferenças.
se alguém me perguntasse onde é melhor? não posso responder.
aliás, eu acho que posso, melhor é numa ilha deserta, com um negão chamado sexta-feira, pra resolver suas coisas. uma ilha bem longe. de cá e de lá.
neste interrégno resolvi minhas pendências com o banco. peguei minha gerente no celular.

fui. quanto a Terezinha, aquele abraço! de longe.

4 comentários:

Anônimo disse...

arrasou. Bete vai adorar. Ela vive esperando dia a dia essa sua visão retada de fora para dentro e dentro do dentro. Valeu.

Anônimo disse...

Está conseguindo resolver as pendências? Bjs

Bernardo Guimarães disse...

é por isto que vou chegando no banco e vou mijando logo...

Edu O. disse...

Que delícia ler este texto!!!!! Me diverti muito com tua história que na verdade não tem nada de engraçada. Um abraço, querido!!!