desde que moro em Berlin (seis anos) que me perguntava quando via esta ‘roupa’ nas vitrines, quem é que tem coragem de vestir seu filho assim? e qual a ocasião para se fazer uma miséria desta com uma criança. as perguntas sempre voltavam assim que via uma vitrine com um boneco destes. sempre me esquecia dois metros e meio depois. afinal não era exatamente uma pergunta crucial ou existencial. era apenas uma mera curiosidade. até o dia em que me lembrei da pergunta e fui pesquisar.trata-se nada mais nada menos do que a roupa de gala para a circuncisão. muçulmanos também se deixam circunsisar. não da mesma forma que os judeus, onde os filhos do sexo masculino têm de perder este pedacinho de pele sete dias após o nascimento e pela mão do rabino (presenciei uma cerimônia destas em tel-Aviv, quase desmaiei!). no caso dos muçulmanos é quase que uma cerimônia de iniciação. um conhecido turco a quem bomardeei de perguntas me disse que nem é mesmo o imam quem faz a circuncisão, em muitas aldeias na Turquia e até mesmo nos bairros de Kreuzberg e Neukölln em Berlin, na maioria das vezes é o barbeiro o executor.
fiquei pasmo!
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quando eu era pequeno meu pai me aterrorisou com a idéia de me circuncisar. eu tinha pavor. até mesmo quando com seis anos, uma vez de volta de uma festa, a minha pele ficou presa no zíper da calça, eu em plena conciência gritava na maca do pronto-socorro: não corte meu pinto não!!! tanto fiz que tenho a minha pele até hoje. e acho uma barbaridade mandar decepar o pau dos outros, seja lá por um decreto divino ou mesmo como processo de iniciação. na verdade uma forma de castração, afinal após a operção, os tecidos do ‘orgão’ se modificam brutalmente, perdem a sensibildade e muitas vezes a pele se resseca demais, sem falar dos desastres anatômicos e estéticos devido a barbeiragens (haha afinal não é mesmo o barbeiro quem corta a pele???). mesmo em casos absurdos de pele presa e de fimose braba, a medicina hoje em dia está avançadísima e existem formas e terapias de se evitar a circuncisão.
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quanto mais em se tratando de crianças que não têm a menor idéia do que está acontecendo, no caso de judeus. mais bárbaro ainda esta estória dos mulçumanos, primeiro vestem o menino de príncipe (ou quase princesa, detalhe no bois de plumas arrematando a bainha da capa, me poupem!!!), enchem o garoto de presentes, depois vão tiram a roupa de príncipe, tascam-lhe uma camisola e decepam a cacetinha sem nem um copo de vinho pra anestesiar e o pior em frente de toda a família, amigos, vizinhos e o caralho a quatro. depois disso dizem que o menino virou homem. será?
onde vou treinar, vão muitos turcos e muitos árabes, 99% deles vão para o chuveiro depois do esporte usando pelo menos uma cueca, já ví alguns mais neuróticos que usam duas, uma em cima da outra, para tomar banho. o ‘membro’ é guardado como se fosse um segredo de estado. isso também me deixa curioso, não que eu queira ver os perus dos turcos*, mas esse pudor me deixa um pouco cismado.
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semana passada pensando neste tema, coloquei no google a palavra ‘circumcision’ (afinal os americanos também são um tanto neuróticos com isto). vi os mais absurdos sítios internáuticos. mas o que mais me chocou foram as fotos dos ‘desatres’ cirúrgicos. sem comentários!
um apelo a quem tiver filhos ou estiver pensando em tê-los: deixem pelo menos esta pessoa, quando for a hora certa decidir se quer ou não perder este importantíssimo pedaço de pele.
abaixo a barbaridade!
fui
*engraçado em inglês turkey quer dizer peru (o animal) e também o mensmo nome é para o país Turquia. peru de turco se desse para fazer esta tradução literal para o inglês seria uma redundancia gramatical (?).

5 comentários:
Ó lá... rapá... sou mais velha, lembro de você vestido de prícipe! quiá quiá cá cá cá!
Diz que tio Wenceslau era exímio operador de perus e pirulitos e grande curador de gonorréias.
As fotos estão um barato.
ô Miro, ri de montão! e senti um frio no pinto como se estivesse no corredor da degola!
uma agonia durante o texto, mas que vc alivia no final. muito bom de ler. aliás, tudo aqui é bom de ver!!!
Adoreeeeeeeiiii o texto. Mais cultura prá mim. Bjs
Nossa, aprendi um bocado de coisas que não sabia! E ri também. Ótimo texto.
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