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9.17.2008

chicletes eu misturo com banana porque só é possivel filosofar em alemão

eu me pergunto quase que diariamente quando abro meu googlemail, quem é que clica nestas malditas propagandas e acredita em coisas assim:


você é justo?

você tem certeza que vai para o céu?

jesus te ama.

e por aí vai. sou ateu de muito bom grado e convicção. apesar disso sempre que vou à Bahia, vou ao Bonfim, assisto a missa, comungo e choro. o que venho a achar uma ato de extremo anarquismo de minha parte. cá entre nós uma anarquia entre a minha pessoa e a de deus. se é que algum de nós dois realmente existe. adoro todas as vezes que vou comungar quando o padre diz que quer relembrar da importância da confissão antes da comunhão. eu me confessei só na primeira comunhão e juro por deus não sabia o que dizer. a pressão foi tanta que menti descaradamente. mais tarde troquei o desconforto da confissão pelo divã de minha analista (você sabia Bernardo, que ela se chamava Leonídia Guimarães? Méuris sabia!)

semana passada eles estrearam a maior máquina do mundo. querer fazer a grande explosão em laboratório, num túnel, acho que é na Suiça. alguns críticos e os amantes de catástrofes pensam que a máquina possa causar a grande explosão e assim causar um buraco negro. o que engoliria a terra, todos nós e alguns outros planetas, asteróides, cometas e o caralho a quatro.

impossível não qustionar tudo no momento em que começo a especular esta possibilidade. o que seria? em um nanosegundo tudo acabado. nada. tudo? e deus. e será que teríamos a conciência de que tudo teria se acabado? branco. negro. azul. luz. trevas. qual a cor e a luz do nada? viajei na mayonese. e acabei pensando em deus. e continuo a achar que ele só existe mesmo é na bíblia e no corão porque estes foram escritos pela mão do homem. este sempre a procura de deus e sempre a procurar ser deus.

nunca achei na minha vida inteira que iria aprender alemão. quando vim pra cá sabia dar bom-dia e boa noite. quando comecei a aprender coloquei uma meta na minha cabeça: quero ler Nietzsche no original. consegui. há dois anos atrás comecei a me interessar tanto por moral e como por filosofia que até comecei a pensar a voltar a estudar. na Alemanha um critério para se estudar filosofia, saber falar e ler em grego antigo e latim. e eu me danei. uma lingua morta até que vai, mas duas de uma vez é demais da conta.

vira e mexe eu penso no túnel. penso no exato momento do nada. penso na vontade que o ser humano tem de ser deus. e cada vez mais acho que Nietzsche tem toda razão. deus está morto. e ele não avisou a ninguém.


fui.

2 comentários:

Bernardo Guimarães disse...

Pronto, Miro, agora vc deu um nó no meu juízo. E eu que pensei que ia me divertir...Ainda por cima teve uma analista com nome e sobrenome de minha mãe? se fosse comigo estava frito!!!Já fofri bastante com a minha, chamada Ione!

Anônimo disse...

Deu nó do juizo do primo, e fez a prima sentir inveja do anarquismo das comunhões. Não consigo chegar a tal. (ops... comunguei sim, na missa de mês de Wally - só podia!) Tomara que só explodam depois de eu estar lá em cima pra receber vocês (gostou da atôa "lá em cima"?). Como diz você... FUI (não para cima, é lógico!)