as últimas vezes que tenho falado com dona Zefa (a senhora que toma conta de meu pai) pelo telefone, ela tem de me perguntar pelas horas. quer saber que horas é que são aqui. eu sempre respondo, ela me devolve a resposta com a mesma surpresa de sempre, e acha muitíssimo engraçado que lá seja meio-dia e aqui cinco da tarde, quando lá faz calor aqui faz frio… e por aí vai.
engraçado quando agora os dias ficam cada vez mais curtos e que depois do domingo quando os relógios serão atualizados pelo horário ‘natural’ ou de inverno, quando aqui a gente tem a impressão de que de repente os dias ainda ficaram mais curtos, mais escuros.
eu sempre tenho de pensar em dona Zefa quando o sol (ou o mínimo de claridade cinzenta que se aproxima de se ser os horários em que o sol está de pé) se põe, fico daqui pensando o que é que se passa pela cabeça dela ao imaginar esta diferença de horários. certamente uma grande novidade que deve ir bem além das nossas noções de fusos, geografia, astronomia ou seja lá qual for a ciência que dê conta desta estória.
eu fico também me lembrando de minhas tias que também quando telefonávamos sempre me perguntavam as horas, eu dizia e elas gritavam: ái meus deus do céu e caiam na gargalhada.
quando eu chegar por aí vou tirar uma prosa boa com dona Zefa pra saber o que é que ela pensa de verdade sobre esta coisa tão engraçada.
fui
10.22.2008
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2 comentários:
Experimente dar um telefonema deste para Isabel Apocalíptica!...
eu ia escrever já nem sei o que pois caí na gargalhada com o bilhete de Bernardo!
PS eu também pergunto...
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