

chove lá fora. nem trovejou. chove. refrescou. até mesmo esfriou. eu cortei, passei, juntei, costurei. as cortinas estão prontas, pra minha, pra felicidade de quem encomendou. e talvez até, principalmente para a alegria e felicidade dos meus vizinhos. que tiveram de suportar o som da minha máquina de costura, junto à trilha sonora que não pára. não sei fazer nada – a não ser ler- sem música. se não ouço, devo estar de mau humor. se não, ouço com muito gosto.
mas é de noite. noite funda. quando tudo parece parar. e a música já não sái das caixas. quando então o silêncio toma conta de tudo: música.



Um comentário:
Miro,
as fotos lindas.
A costura, desde ontem, traz o som da máquina Elna de minha mãe.
Se ainda abrir a elna eu choro de novo. O som de uma tesoura cortando tecido sobre uma mesa de madeira, eu choro. Ái os sons de minha mãe além do rádio!
Beijos de sua primalda
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