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10.29.2008

pensando alto.2

mais um ano que está se acabando. 2008. e que ano! nós todos fazemos nosso balanço de final de ano. pensamos, foi um bom ano, foi um ano mal? uma coisa o mundo inteiro pode afirmar, 2008 não foi entediante, muito pelo contrário. mas ainda temos uns dois meses pela frente até o ano terminar de fato, até que nossos pensamentos se voltem para fazer balanço, daquilo que ganhamos, daquilo que perdemos.
assim somos programados, a diferenciar as coisas entre bem e mal. quanto mais pontos positivos temos na balança maior a nossa satisfação, quanto mais pesos negativos maior a nossa frustração. o que pouca gente percebe é que a nossa natureza perde muito mais tempo e energia degustando perdas e questionando os pontos fracos do que com as nossas vitórias e os momentos de satisfação e felicidade. parece que o gosto da vitória é bem mais efêmero do que o da derrota.

2008. parece um passeio de montanha russa, daquelas imensas, cheias de altos bem altos e baixos profundos. e ao que parece no segundo semestre as diferenças entre altos baixos ficaram ainda bem mais agravantes. não sei como é que as coisas estão sendo vistas dai. daqui, se tem a impressão a cada dia que passa que a realidade que se conhecia e que todos acreditavam ser normalidade, perdeu pé, cabeça e o resto dos membros. o mercado financeiro regido por caos, como num pesadêlo constante onde uma torre de cartas de baralho se desmorona para depois se recompor e de novo desmoronar continuamente. e uma crise puxando a outra como se a torre de cartas estivesse crescendo lateralmente e puxando e criando outras, como os tentáculos de um polvo monstruoso. de fato o sonho de todo e qualquer anarquista se tornou realidade!

o pardoxo da coisa é que em momentos como este a é o que parece ajudar muita gente, mas esta mesma fé, principalmente em momentos como este, pode se transformar rapidamente em fundamentalismo, seja lá qual for a sua raiz. fé cega, faca amolada, já dizia uma canção. mas já pararam para analisar como esta pequena frase é tão cheia de profundidade? há cinco mil anos se deu a invenção do monoteísmo, e desde então se briga, se mata, se estupra, se rouba tudo isso em nome de deus, ou a mando dele. o antigo testamento é cheio destes exemplos. leis são criadas, livros escritos, filosofias divulgadas, tudo em nome e a mando de deus. e a grande maioria forja, disturpa e engana, as leis, as filosofias e os ensinamentos.
a vida se passa aqui e agora, o tempo é um eco infinito e sem volta, mas o de cada um de nós é regrado, ou seja a vida se passa é aqui e é agora, e budhistas e kardecistas que me perdoem, mas minha conciência me diz que que eu vivo agora, uma nova vida reencarnada é a vida de um outro. as três principais religiões nos ensinam que há salvação, num outro nível, num outro patamar, no tão propagado paraíso. e este nos é vendido como se fosse um loteamento na estrada do côco. nenhuma das mesmas religiões cogitam a possibilidade de fazer do aqui e do agora o paraíso, em tempo real. ou seja, a vida que vivemos é vista e tomada e como uma prova, um teste, em que 99,9% da população, alguns menos outros bem mais, mas todos, todos nós logramos esta prova. uns assim, outros assados, uns se dão conta, outros não. uns mais, uns menos, outros por demais. nunca estão todos, já dizia uma outra canção.
o verdadeiro nihilismo está na idéia da crença cega por um deus inexistente. nihilismo quer dizer negação à vida. nada mais nihilista que fé cega e faca amolada.
fui

2 comentários:

Anônimo disse...

menino... menino! tu sabe é coisa!
E essas coisas me arrupeiam!
Sabia que nem estou querendo "ver" muito a crise para não me atormentar?

Edu O. disse...

Miro, vi teu comentário no blog de Bernardo. Ohhh, eu também venho aqui, viu. só não comento muito pq me parece besteira qualquer comentário que eu possa fazer diante de tanta lucidez e palavras tão fortes. Venho para aprender, não dá para dizer.

beijos