foi uma noite emocionante. ainda assim dormi em frente à televisão ligada. acordei de novo com o sol nascendo deste lado do mundo e o novo presidente eleito, subindo no palco com a mulher e as filhas, bêbo de sono, apaguei a tv e pensei que estava sonhando e me afirmei que o sonho não era ruim. na verdade o pesadêlo de quase oito anos está para se acabar. hoje no final da tarde voltando do trabalho, lia o jornal no metrô, eu sempre pego o 'berliner zeitung' na saída da escola, este jornal dá de graça para a escola inúmeros exemplares, na saída, sempre dou uma olhadinha pra ver se sobrou algum, a viagem de volta pra casa é longa. mas hoje, foi curta, pois ainda tinha tanto para ler e quando ví já tinha chegado a minha estação. o mundo está em euforia. e se formos pensar bem, é mesmo uma vitória revolucionária. um dos paises mais racistas do mundo acabou de eleger o primeiro presidente afro-americano da história. e não é nem filme de hollywood, nem série de tv americana. a ficção virou realidade.
ontem a noite assistindo à contagem, um reporter contou uma piada muito interessante:
um dos acessores de Obama chega para ele e diz assim, Mr Obama eu tenho duas notícias para o senhor, uma muito boa e a outra muito ruim, Obama responde que quer ouvir primeiro a notícia boa, o acessor então lhe diz, o senhor será eleito presidente dos estados unidos. Obama sorri e pergunta qual seria a notícia ruim, o acessor lhe diz no mesmo tom, o senhor será eleito presidente dos estados unidos.
no caminho de volta pra casa, pensei muito lendo as matérias e os comentários, pensando, fiz até anotações pensando no blog. mas agora sentado diante do computador, até mesmo nem sei mais o que dizer, o que escrever, o que pensar. estou feliz e ao mesmo tempo me dá vontade de beliscar o braço pra ter certeza de estar realmente acordado. é muito emocionante poder ser testemunha ocular de um momento como este. e ainda assim até um certo mêdo me dá, pensando na piada que na verdade nada de piada tem. com ceretza teremos muitas surpresas, boas e más, assim como a piada muito do que acontecerá daqui por diante terá duas imagens como numa moeda, duas imagens tão distintas e tão perto uma da outra e ainda assim nunca estarão do lado uma da outra em momento algum.
fui

2 comentários:
Miro, o nascimento de Obama já é um prenúncio de mudança nessa história americana de racismo - sendo raríssima a mestiçagem naquela terra macofóbica, Obama é um mestiço, um mulato. Filho de branquíssima americana com africaníssimo negro. Ele mesmo declara que não é negro, que é marron (lá na linguagem americana... marron é mulato não é?)Beijos de Mariucha
PS. ó! e avó branca morreu há poucos dias! mas a africana tava se esbaldando de dançar.
Miro, muuuito gostoso ler este seu texto, sentir a sua perspectiva daí, valeu!
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