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Mostrando postagens com marcador obama. Mostrar todas as postagens
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1.05.2009

2009

queria escrever, ainda gripado, em meio a nariz escorrendo, catarros, espirros e noite passada o termômetro me dizendo que lá fora fizeram 16 abaixo de zero. tendencia abaixar mais ainda... nevou, a cidade toda branquinha. o sol saiu do esconderijo. parece até que o mundo está em ordem.
2009 começou com a porra toda. já logo depois do natal, Israel bombardeando Gaza, ex-ministro da defesa comparando a situação com a imagem de um elefante e uma mosca. Israel, elefante, Gaza, a mosca. não tenho vontade de pensar mais nesta imagem. pensei que não iriam invadir Gaza, fizeram. soldados, helicópeteros, carro blindado, armas, bombas e o sangue a correr. entre mortos e feridos, todos saem perdendo, não importa de que lado do muro estejam.
chega! 
no dia de são Sebastião, Barak Obama tomará posse. não queria por nada estar na pele dele.

rompi o ano, quebrei o silêncio, limpei o nariz.

fui

11.05.2008

Obama, Barack Obama



foi uma noite emocionante. ainda assim dormi em frente à televisão ligada. acordei de novo com o sol nascendo deste lado do mundo e o novo presidente eleito, subindo no palco com a mulher e as filhas, bêbo de sono, apaguei a tv e pensei que estava sonhando e me afirmei que o sonho não era ruim. na verdade o pesadêlo de quase oito anos está para se acabar. hoje no final da tarde voltando do trabalho, lia o jornal no metrô, eu sempre pego o 'berliner zeitung' na saída da escola, este jornal dá de graça para a escola inúmeros exemplares, na saída, sempre dou uma olhadinha pra ver se sobrou algum, a viagem de volta pra casa é longa. mas hoje, foi curta, pois ainda tinha tanto para ler e quando ví já tinha chegado a minha estação. o mundo está em euforia. e se formos pensar bem, é mesmo uma vitória revolucionária. um dos paises mais racistas do mundo acabou de eleger o primeiro presidente afro-americano da história. e não é nem filme de hollywood, nem série de tv americana. a ficção virou realidade.

ontem a noite assistindo à contagem, um reporter contou uma piada muito interessante:

um dos acessores de Obama chega para ele e diz assim, Mr Obama eu tenho duas notícias para o senhor, uma muito boa e a outra muito ruim, Obama responde que quer ouvir primeiro a notícia boa, o acessor então lhe diz, o senhor será eleito presidente dos estados unidos. Obama sorri e pergunta qual seria a notícia ruim, o acessor lhe diz no mesmo tom, o senhor será eleito presidente dos estados unidos.

no caminho de volta pra casa, pensei muito lendo as matérias e os comentários, pensando, fiz até anotações pensando no blog. mas agora sentado diante do computador, até mesmo nem sei mais o que dizer, o que escrever, o que pensar. estou feliz e ao mesmo tempo me dá vontade de beliscar o braço pra ter certeza de estar realmente acordado. é muito emocionante poder ser testemunha ocular de um momento como este. e ainda assim até um certo mêdo me dá, pensando na piada que na verdade nada de piada tem. com ceretza teremos muitas surpresas, boas e más, assim como a piada muito do que acontecerá daqui por diante terá duas imagens como numa moeda, duas imagens tão distintas e tão perto uma da outra e ainda assim nunca estarão do lado uma da outra em momento algum.
fui



11.04.2008

o dia da verdade

finalmente chegou este dia. 
hoje um dos dois será eleito.
de um lado um veterno de uma guerra injusta (coisa mais redundante, todas as guerras são injustas).
do outro lado, o primeiro candidato afro-americano.
tudo isso nós todos já sabemos, já ouvimos, já lemos.
mas o dia chegou e com ele um frio na barriga. uma eleição como esta nunca foi vista. o mundo inteiro está atento. 
nunca a discrepância entre os dois candidatos foi tamanha. 
depois de oito anos da admnistração hedionda de George W. todo o mundo espera por uma nova opção, por mudança, por um mundo melhor.
ainda nem sei como vou acompanhar as eleições. quando as primeiras urnas se fecham, aqui acaba este dia. no estado do Alaska, as últimas urnas se fecham e eu tenho de acordar para ir trabalhar.

será mesmo que o mundo ficaria melhor se Barack Obama ganhasse as eleições? ninguém pode afirmar isso. certamente seria uma incrível revolução. eu particularmente adoraria poder ser testemunha ocular desta.

minha única certeza é de que se a dupla dinâmica Mccain/Palin ganhar, o mundo empobrecerá demasiadamente. porque assim os americanos iriam substituir um enegúmeno com dois de uma vez só, sem nem comentar o risco do mundo poder presenciar Sarah Palin como a primeira presidenta dos EUA, com certeza um George W. de saia justa e com mais laquê na cabeça do que a bendita massa cinzenta. pode até ser que o mundo assim fique ainda mais absurdo do que já é. para esta opção, eu já escolhi a minha opção: me mudo para Boipeba e esqueço do resto do mundo.


o suspense ainda vai durar uma noite inteira. queria eu agora uma garrafinha de maracujina. tenho de me lembrar de trazer um estoque na próxima vez que eu for a Bahia. mas se McCain ganhar, arrumo uma trouxinha, uns poucos livros e vou me afogar em uma maracujina natural: Boipeba que me aguarde!


fui

10.28.2008

a cereja e o bolo

em uma semana, a estas horas já deveremos saber quem é o novo presidente dos estados unidos da américa. ao que parece tudo ficou ainda um pouco mais excitante do ja era. de leve: alguns republicanos já frustrados com o seu candidato, cobram de volta o dinheiro que deram para a campanha; uma candidata à vice-presideência com a inteligência de um tamanduá (os tamnduás que me perdoem pela comparação) e custos de imagem (roupa, maquiagem, etc.) para ela e sua família de mais de 150 mil dólares; uma estudante americana, branca, 20 anos com uma calúnia racista para abalar a capanha de Barack Obama, os gritos de “KILL HIM” durante os discurso de Sarah Palin atacando o seu adversário e para colocar o bolo na cereja (não, eu não me confundi, queria dizer era assim mesmo) os dois neonazistas que planejavam um massacre monumental nos confins do Tenessee. uau! tive até de tomar fôlego e mesmo assim estes foram alguns poucos dos muitos high-lights dos últimos dias. semana passada participei de um blog no new york times, só que minha postagem foi censurada. ainda ontem deu nas televisões alemães sobre o caso dos neonazistas, mas o estranho da estória foi ver que nos canais mais “sérios” quase que ignoraram a notícia. hoje fui ver nos jornais on-line: new york times, los angeles times ignoraram a notícia assim como o JB. BBC, CNN e o spiegel publicaram matéria e até as fotografias dos tais skin-heads, a folha online, dá uma pequena chamada na primeira página bem como quem não quer nada. e agora a pouco antes de publicar a postagem, procurando por fotos dos neonazis, uma matéria de última hora a desrever o diletantismo do planejamento do atendado, ou seja, muito barulho a troco de nada (?). incrível, quase absurdo, quase surreal ver o que está acontecendo no mundo no momento. de repente de uma hora para outra, tudo parece aos avessos. crise financeira, crise industrial, um país que se considera um império despencando como numa avalanche, a noção de capitalismo e os frutos da ganância neoliberal sem pé nem cabeça. muitos perdendo a crença naquilo em que acreditavam, a própria crença dentro da verdade absurda do mundo das bolsa de valores perdendo completamente a lógica e políticos de todas as colorações tentando tapar os buracos de sua retórica já falida. um prefeito na Bahia que asfalta os coqueiros, manda fazer do calçadão do porto uma lápide de cemitério e é re-eleito; e por fim um político com todo um lobby de messias a dividir uma nação e o resto do mundo, que ainda tem mêdo da cor. sua cor, de fato isso é o que mais importa em toda esta eleição. e este fato irá decidir a eleição. simples como a cereja em cima do bolo. a única diferença eu já adiantei no primeiro parágrafo, desta vez botaram o bolo em cima da cereja. fui

9.09.2008

docinho de coco

no dia 26 de fevereiro de 2007, um rapaz americano de 21 anos chamado Adam Brickley, começou um blog, seu tema já era Sarah Palin para vice-presidente. parece loucura, mas é verdade. semana passada lendo o jornal deparei com esta matéria, pensei com meus botões, bom tema para escrever no blog. isso foi na quinta-feira passada, logo após a nomeação oficial de Mrs Palin como candidata ao cargo de vice-presidente pelo partido republicano.

Mr Brickley no ano passado começou a se interessar pela campanha presidencial e sentiu-se profunda e inenarrávelmente entediado. como a gente fala aí na terrinha, mente vazia oficina do cão, ele resolveu ocupar sua mente, e se deu ao trabalho de imaginar quem melhor daria uma vice-presidente. ele começou a rastrear a paisagem política americana, colocou os seguintes critérios para filtrar a sua pesquisa:
sexo feminino
contra o aborto
nenhuma conexão com o governo atual em washington d.c.
a favor do porte de armas

ratreou os 50 estados americanos e quando se deparou com Mrs Palin, BINGO!!!! ele achou a perfeita candidata! sua idéia ganhou o mundo e quase que extamente um ano e meio depois, ói ela aí, candidata ao cargo de vice-presidente. e o que é o pior de tudo: ela roubou a cena de todos. no meu giro diário pelos jornais que gosto de ler na internet, só dá ela. Palin, Palin, Palin!!! os americanos, vá lá entender esta gente, estão apaixonados por ela. Obama, caiu num marasmo na imprensa mundial, até parece que ele sempre foi branco, mas se não virou, sua imagem empalideceu demasiadamente.

eu vou um pouquinho mais longe que o caro colega Brickley, eu digo: Mrs Palin será a primeira presidente dos estados unidos da américa do norte. McCain completou 72 anos na semana retrasada. é o candidato mais velho à presidência em toda a curta estória dos eua. não que eu queira agourar o homem, mas nunca se sabe. certo é: ela já virou o que os americanos chamam de 'everybody's darling'. um docinho de coco nacional.

pobre McCain, pobre Obama e 'last but not least' pobre Hillary. um golpe e uma punhalada do destino!

e agora chega de política americana, mas se ela ganhar, ilha desrta e sexta-feira que me aguardem. mas só para arrematar, Mrs Palin nunca se encontrou até então com Mr Brickley, mas depois de ser nomeada ela ligou pessoalmente para lhe agradecer.

fui.