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6.24.2008

24 ou 25?


muitas confusões na minha cabecinha. desde muito. dia de S. João é 24 ou 25??? sempre achei que era como natal. na véspera se festejava e no dia seguinte, o dele, se morgava, das comidas, dos licores, das quadrilhas e dos pulares de fogueira. e era aniversário de tia Yara. de fato ainda é no dia 25, mas não o de s. João…

dos lados de cá nem sinal de fumaça, e mesmo se tivesse deveria ter sido das fogueiras do solstício, estas sim no dia 21, entrada do verão, dia mais cumprido, etc e tal. brasa e fumaça, só mesmo dos meus cigarros. e ontem na verdadeira véspera prá dar um clima de forró botei ‘xique-xique’ de Zé Miguel Wisnik, bem alto pra todo o mundo ouvir. e gostar. eu acho o máximo, de quem é aquela voz de baixo profundo e retado? parece com de Arnaldo Antunes, como só tenho esta música do ballet via mp3, só sei que é do ballet e é de Zé Miguel. e eu adoro.
vocês sabiam, que mp4 só existe nos Brasis???
achei hilário!!!
enfim, finalmente hoje, confusões esclarecidas em ambos hemisférios e continentes. hoje, 24 é s. João, e dó Maria agora sabe que o de tia Yara é amanhã. todos nós esclarecidos e desconfusados.
nem sei de quando deixei de gostar de s. João. será que foi quando eu tomei uma carreira de espada, lá em sto. Amaro, num s. João com minha colega do Sophia? ou será que foi quando eu tomei uma carreira de espada em Cachoeira, alguns anos mais tarde com uma turma da escola de teatro… assim ou assado, passei a achar festas juninas um tédio, quando se começou a comercializá-las. perdeu o charme e a melancolia das festas que eu conhecia quando era menino. as músicas não eram esta maquinaria de textos com conotação sexual, bem dizendo que conotação, nem é mesmo a palavra certa. mais explícito que os textos de ‘forró’, só mesmo em filme de putaria no cinema Jandaia… ainda existe??? ou já virou igreja evangélica??? o máximo isso, de cinema de putaria pra igreja evngélica, mas aquele cheiro de suor, misturado com esperma e mofo, nem água benta tira!!!

nem vou começar a contar dos s. Juões lá do cabula. nem tô em clima de nostalgia hoje. mas que era bom, ah era. cortar bandeirola, enfeitar tudo, armar a fogueira, comer as guloseimas de Bibita e de Naju. nunca comi outro bôlo de aimpim, ou canjica igual a s de Bibita!!!! tinha vez que vinha até um conjunto sertanejo e tocava ao vivo e a cores. tinha balão, traque-de-massa, cobrinha, foguete, tinha ainda no s. Antonio, primas desperadas enfiando facão virgem em bananeira, no meio da noite, roubando o menino Jesus do colo de s. Antonio pra arrumar marido. tinha camisa quadriculada, remendos costurados na calça Lee, chapéu de palha, lápis de olho pintando bigodes, sobrancelhas juntas, sardas e dentes podres.

e tinha principalmente a igenuidade. a dos mais velhos de então. a dos tempos talvez, e (talvez principalmente) a minha própria.

perdi, perdemos, perderam.

e então? o movimento natural das coisas. tudo mudou. eu também. não posso ficar lamentando perdas, se também elas fazem parte do ritmo e do movimento natural das coisas. bola pra frente, que atrás sempre vem gente.


por falar nisso: amanhã o couro vai comer aqui, Berlin é a maior cidade turca depois de Istanbul. e amanhã pra quem ainda não sabe, ou até nem quer saber, é jogo de futebol Turquia X Alemanha. EM 2008. e vai rolar muitia porrada! boa romaria faz…

ademã que vou em frente!




beijús!

Um comentário:

Anônimo disse...

algo errado nas modernagens internáuticas > lá na chamada de meu blog o seu continua em pesadelos.
Você escreve MUITOBEM, cada vez mais.
Vou subir para comentar o do nome
beijos