Pesquisa personalizada

6.19.2008

familia.1 (português)

foto. anônimo. Carnaval, ABB, Salvador, Bahia. 26.2.1968. da esq. para dir.: Maria, eu, tia Yara.


o Cabula era familia. se não era parente morando alí, era também filho de italiano, ou brasileiro de pai mãe e parteira, vizinho, amigo, cumpadre, cumadre, até comborça devia ter.

a Maria, prima de minha infância, era outra, também prima da outra (ói o nó na cabeça de meu amigo! – nem vou começar contando pra ele da parentada que começou a casar entre sí… a família se mostrou um pouco insestuosa, uma outra estória).

Maria Paternostro, filha de tio Paulo e de Najú. Maria tinha uma casa de bonecas no Cabula. mas não estou falando de uma casinha de bonecas, não! era casa mesmo, de tijolo, telhado, janela e tudo mais. Najú mandou construir pra Maria brincar de professora. e tinha mesmo tudo de sala de aula devia ter, cadeira, mesa de professora, quadro negro, tudo. na sua grande maioria a classe de aula era composta das inúmeras bonecas de Maria, com uma única excessão: eu. que devia ser bem pequeno e nem conhecia jardim de infância. mas adorava ir pra ‘Escola de Maria’. tinha aula, recreio, merenda…

Maria era também minha guardiã, nos carnavais na ABB, sempre de mãos dadas comigo, tomando conta do primo.
o Cabula era o máximo… talvez uma Belmonte miniatura do lado da cidade. festa de são João no cabula era uma coisa inenarrável.

como temporão, aproveitei muito pouco do Cabula. depois das mortes de meu avô e depois de minha avó, os adultos resolveram vender o Cabula.

muito tempo se passou, a família meio que se perdeu de vista, eu entrei na adolescencia, depois nos anos oitenta (!!! quem sabe, sabe!). voltei a rever parentes, no meu reencontro com Carmen (irmã de Maria, esta), nos finais dos 80. voltei a rever Maria. daí vim pra Alemanha com Carmen… os anos se passaram.

2008. três meses quase no Brasil. Maria me emprestava o carro, me pegava de manhã, eu a deixava no trabalho, lhe pegava no final de expediente. demos muita risada… conversamos muito, trocamos figurinhas e lembranças muito boas. saudades.


beijús! ademã que eu vou em frente!

5 comentários:

Anônimo disse...

"Todo dia ela faz tudo sempre igual"
Choro, choro e choro a cada leitura de suas escritas memórias emoções saudades que, de alguma forma, são minhas também. Maria (a outra, paternostro) está passeando em nossos blogs e gostando!
beijos de maria (a outra, sampaio que também é paternostro sem que o traga escrito)

Anônimo disse...

Eu so entrei na sua historia nos anos 80. Perdi Cabula, casa de bonecas, carnavais na ABB, mas aguardei com calma o momento de ter vc na minha vida. E, desde entao, Nova Iorque, Berlin, Bahia ou Rio, vc eh familia.
Saudades.

Maria Sampaio, nao sei se se lembra de mim, mas tb tenho muito carinho por ela. Bj

Anônimo disse...

Meu Primo, que lembrança mais gostosa dos nossos caranavais, da casinha de boneca, da escolinha. É verdade, vc era meu aluno predileto. Falava, interagia, os outros "pareciam" bonecos rsssss. Vc tão lindo na foto. Sempre lhe disse q vc foi a criança mais linda que conhecí. Tds aqui do trabalho também acompanham seu diário e hoje com nossa foto fizeram fila em frente ao pc. Bjs e te amo muito. Maria Paternostro

Anônimo disse...

Vim ler o diário de hoje e parece q vc ainda dorme zzzzzzzzzzzzzzzzzz olhei o da outra prima e idem. Todos zzzzzzzzzzzzzzzzzz sonhando com o São João do Cabula. Bjs Maria Paternostro

gelina disse...

Acabei de me cadastrar e entrar para a "famiglia".Postei antes,mas
não apareceu.