
ontem assisti a um documentário sobre Google. de meter mêdo, ver como o mundo virtual toma conta das nossas vidas e nós nem nos damos conta disso. tudo guardado, selecionado, gravado em uns e zeros. gostos, palavras, músicas, endereços, hora, dia, mês e ano. tudo em digitos. o que quer que eu clique será arquivado e vale ouro. quer eu queira quer não. a realidade já muito além da ficção de George Orwell. Big Brother tem um nome engraçado, logotipo colorido quase infantil e nos tem presos em suas garras virtuais. de meter ainda mais mêdo, os projetos da ‘google health’ em querer arquivar dados médicos de quem quiser tomar parte desta loucura. códigos genéticos de grátis em troca de exibir sua radiografia genética. GATTACCA? também este era título de ficção científica. orkutianos dão de bandeja todos os seus dados, preferências, fotos, paladares. fotos se arquiva no mundo virtual do picasa, se assisto qualquer coisa no youtube, sei que meus dados serão processados por uma outra empresa virtual, esta à procura de videos piratas e pela defesa dos direitos autorais. tenho de me conciêntizar que cada vez que estou online em fronte ao meu computador não estou só, mas preso no emaranhado das redes virtuais. será mesmo isso o que eu quero? ter minha vida e meus dados sendo vistos, manipulados, vendidos em troca da mágica do internet? estranho tudo isso se ainda penso nos dias em que só conhecia tv preto e branco, e programa de rádio AM e o meio mais rápido de mandar uma mensagem era telefone ou telegrama, ambos na época caríssimos. mas quando ainda podia ter certeza da distancia real que existia entre a minha pessoa e o mundo. ai que saudade do meu radinho de pilha, dos filmes que passavam anos pra chegar em cartaz e décadas se repetindo nos cinemas. tudo se pode. todos podem. e o mundo corre depressa demais. o que fazer? dizer simplesmente foda-se e vamo em frente que atrás vem gente? eu nem sei, acho que me deu foi um calundú virtual. fui!

4 comentários:
A melhor coisa a fazer é não dizer nada para quem está de calundú, mesmo sendo virtual. Fui!
xente, Miro, fica queto que passa! E adispois que passar, vai voltar a curtir. Vez em quando me dá um tilt desse e eu me finjo que não entendi!...
Essa doidice do google nos vigiando... eu a ver ele aqui dende casa. Sitrudia precisei escarreirar porque ele já tava querendo se meter com Brigitte!
Agora, Miro, fora de brincadeira, tenho medo mesmo deste grande irmão previsto por Orwell!
Beijos a todos
Primalda (um pouco encalunduzada sem saber de que, dormindo de dia e acordada de noite: doidia!)
em todos os mundos há o perigo: no virtual, no real, no imaginário.... o problema do desse daqui é porque nós escolhemos.
Tenho aparecido aqui desde que vc postou isso, mas como tava de calundu....
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