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10.29.2008

pensando alto.2

mais um ano que está se acabando. 2008. e que ano! nós todos fazemos nosso balanço de final de ano. pensamos, foi um bom ano, foi um ano mal? uma coisa o mundo inteiro pode afirmar, 2008 não foi entediante, muito pelo contrário. mas ainda temos uns dois meses pela frente até o ano terminar de fato, até que nossos pensamentos se voltem para fazer balanço, daquilo que ganhamos, daquilo que perdemos.
assim somos programados, a diferenciar as coisas entre bem e mal. quanto mais pontos positivos temos na balança maior a nossa satisfação, quanto mais pesos negativos maior a nossa frustração. o que pouca gente percebe é que a nossa natureza perde muito mais tempo e energia degustando perdas e questionando os pontos fracos do que com as nossas vitórias e os momentos de satisfação e felicidade. parece que o gosto da vitória é bem mais efêmero do que o da derrota.

2008. parece um passeio de montanha russa, daquelas imensas, cheias de altos bem altos e baixos profundos. e ao que parece no segundo semestre as diferenças entre altos baixos ficaram ainda bem mais agravantes. não sei como é que as coisas estão sendo vistas dai. daqui, se tem a impressão a cada dia que passa que a realidade que se conhecia e que todos acreditavam ser normalidade, perdeu pé, cabeça e o resto dos membros. o mercado financeiro regido por caos, como num pesadêlo constante onde uma torre de cartas de baralho se desmorona para depois se recompor e de novo desmoronar continuamente. e uma crise puxando a outra como se a torre de cartas estivesse crescendo lateralmente e puxando e criando outras, como os tentáculos de um polvo monstruoso. de fato o sonho de todo e qualquer anarquista se tornou realidade!

o pardoxo da coisa é que em momentos como este a é o que parece ajudar muita gente, mas esta mesma fé, principalmente em momentos como este, pode se transformar rapidamente em fundamentalismo, seja lá qual for a sua raiz. fé cega, faca amolada, já dizia uma canção. mas já pararam para analisar como esta pequena frase é tão cheia de profundidade? há cinco mil anos se deu a invenção do monoteísmo, e desde então se briga, se mata, se estupra, se rouba tudo isso em nome de deus, ou a mando dele. o antigo testamento é cheio destes exemplos. leis são criadas, livros escritos, filosofias divulgadas, tudo em nome e a mando de deus. e a grande maioria forja, disturpa e engana, as leis, as filosofias e os ensinamentos.
a vida se passa aqui e agora, o tempo é um eco infinito e sem volta, mas o de cada um de nós é regrado, ou seja a vida se passa é aqui e é agora, e budhistas e kardecistas que me perdoem, mas minha conciência me diz que que eu vivo agora, uma nova vida reencarnada é a vida de um outro. as três principais religiões nos ensinam que há salvação, num outro nível, num outro patamar, no tão propagado paraíso. e este nos é vendido como se fosse um loteamento na estrada do côco. nenhuma das mesmas religiões cogitam a possibilidade de fazer do aqui e do agora o paraíso, em tempo real. ou seja, a vida que vivemos é vista e tomada e como uma prova, um teste, em que 99,9% da população, alguns menos outros bem mais, mas todos, todos nós logramos esta prova. uns assim, outros assados, uns se dão conta, outros não. uns mais, uns menos, outros por demais. nunca estão todos, já dizia uma outra canção.
o verdadeiro nihilismo está na idéia da crença cega por um deus inexistente. nihilismo quer dizer negação à vida. nada mais nihilista que fé cega e faca amolada.
fui

10.28.2008

a cereja e o bolo

em uma semana, a estas horas já deveremos saber quem é o novo presidente dos estados unidos da américa. ao que parece tudo ficou ainda um pouco mais excitante do ja era. de leve: alguns republicanos já frustrados com o seu candidato, cobram de volta o dinheiro que deram para a campanha; uma candidata à vice-presideência com a inteligência de um tamanduá (os tamnduás que me perdoem pela comparação) e custos de imagem (roupa, maquiagem, etc.) para ela e sua família de mais de 150 mil dólares; uma estudante americana, branca, 20 anos com uma calúnia racista para abalar a capanha de Barack Obama, os gritos de “KILL HIM” durante os discurso de Sarah Palin atacando o seu adversário e para colocar o bolo na cereja (não, eu não me confundi, queria dizer era assim mesmo) os dois neonazistas que planejavam um massacre monumental nos confins do Tenessee. uau! tive até de tomar fôlego e mesmo assim estes foram alguns poucos dos muitos high-lights dos últimos dias. semana passada participei de um blog no new york times, só que minha postagem foi censurada. ainda ontem deu nas televisões alemães sobre o caso dos neonazistas, mas o estranho da estória foi ver que nos canais mais “sérios” quase que ignoraram a notícia. hoje fui ver nos jornais on-line: new york times, los angeles times ignoraram a notícia assim como o JB. BBC, CNN e o spiegel publicaram matéria e até as fotografias dos tais skin-heads, a folha online, dá uma pequena chamada na primeira página bem como quem não quer nada. e agora a pouco antes de publicar a postagem, procurando por fotos dos neonazis, uma matéria de última hora a desrever o diletantismo do planejamento do atendado, ou seja, muito barulho a troco de nada (?). incrível, quase absurdo, quase surreal ver o que está acontecendo no mundo no momento. de repente de uma hora para outra, tudo parece aos avessos. crise financeira, crise industrial, um país que se considera um império despencando como numa avalanche, a noção de capitalismo e os frutos da ganância neoliberal sem pé nem cabeça. muitos perdendo a crença naquilo em que acreditavam, a própria crença dentro da verdade absurda do mundo das bolsa de valores perdendo completamente a lógica e políticos de todas as colorações tentando tapar os buracos de sua retórica já falida. um prefeito na Bahia que asfalta os coqueiros, manda fazer do calçadão do porto uma lápide de cemitério e é re-eleito; e por fim um político com todo um lobby de messias a dividir uma nação e o resto do mundo, que ainda tem mêdo da cor. sua cor, de fato isso é o que mais importa em toda esta eleição. e este fato irá decidir a eleição. simples como a cereja em cima do bolo. a única diferença eu já adiantei no primeiro parágrafo, desta vez botaram o bolo em cima da cereja. fui

10.24.2008

o kharma electrotecnológico

Gordon (meu computador) está doente. e isto tem me tirado o sono. eu sempre me pergunto, muitas vezes até mesmo afirmo, que eu tenho um péssimo Kharma electrotecnológico.
tenho me tremido a cada desmaio que o meu compu dá. passa horas sem dar sinal de vida. só a lampadinha alí como um coração fraco a gemer e a bater bem fraquinho.
quanto ao que eu chamo péssimo kharma electrotécnico é o seguinte. eu sou uma daquelas pessoas que chega numa loja pra comprar um telefone (por exemplo) com certeza depois de tanto escolher e pensar, entre tantas as inúmeras opções, a minha mãozinha vai bater bem naquela caixa que contem um aparelho com defeito.
um exemplo, meu telefone fixo deu chabu, isso tem uns dois meses. fui na loja de electrodomésticos aqui pertinho. tem preços fantásticos. pois, comprei um telefone onde posso ler no display quem é que está ligando, com secretária eletrônica embutida e da marca phillips, que pensei, não posso fazer nada errado. o preço era de banana. resultado, chego em casa e coloco o telefone para funcionar, em cinco minutos o circo já estava armado. resultado, o número que deveria aparecer todo o tempo em que o telefone estava tocando, só aperecia no primeiro trim, desconfiei, depois a secretária eletrônica, a principio nem desconfiei porque muitas das pessoas que conheço são como eu, não gostam de deixar recado na secretária. mas depois de dois meses sem nenhumazinha mensagem, estranhei mesmo, peguei o manual de instruções que nunca abri. lí com calma e paciência. tudimpaz. tudo certo. daí comecei a fazer testes, ligando do meu celular para a minha casa e esperando a secretária entrar, nadinha!!! resultado, já sabendo do meu problema kharmico, fui procurar a caixa do telefone (atualmente comprei alguma coisa nova, não jogo mais a embalagem fora, guardo pelo menos por um ano inteiro até acabar a garantia) e fui trocar o telefone. pra encurtar a estória, queriam mandar meu telefone para o serviço, dei sorte que peguei o único escurinho que tinha na loja inteira para me atender depois de ter esperado na fila quase que uma hora. daí desfiei meu rosário com a im possibilidade de viver sem telefone por nem mesmo um único dia. derreti seu coração. e ele trocou meu telefone no ato. peguei o mesmo modelo. este funciona perfeitamente.
mas agora com meu compu??? o que fazer, me estremeço com a idéia de não ter mais computador. como viver sem internet? sem o blog, sem e-mails?
e sobretudo como viver sem APPLE? não quero ser metido a besta, mas windows de novo, nem de graça.
em pensar que ele passou os últimos dois dias tão bem! pobre Gordon! tenho economizado e refletido cada vez que vou ligá-lo. em sabendo o que terei de fazer, quanto tempo, checar e-mails, blogar e postar, etc. e tal.
acabei de falar com o rapaz do serviço técnico da APPLE, ele me disse que nada poderia fazer. enfim. que Gordon pelo menos espere para morrer na beira da minha viagem pro Brasil, assim ficará mais fácil para me recuperar da perda.
fui

10.23.2008

mais lingüiça.2

você aposta
como eu posto?
fui

10.22.2008

fusos e risos

as últimas vezes que tenho falado com dona Zefa (a senhora que toma conta de meu pai) pelo telefone, ela tem de me perguntar pelas horas. quer saber que horas é que são aqui. eu sempre respondo, ela me devolve a resposta com a mesma surpresa de sempre, e acha muitíssimo engraçado que lá seja meio-dia e aqui cinco da tarde, quando lá faz calor aqui faz frio… e por aí vai.
engraçado quando agora os dias ficam cada vez mais curtos e que depois do domingo quando os relógios serão atualizados pelo horário ‘natural’ ou de inverno, quando aqui a gente tem a impressão de que de repente os dias ainda ficaram mais curtos, mais escuros.
eu sempre tenho de pensar em dona Zefa quando o sol (ou o mínimo de claridade cinzenta que se aproxima de se ser os horários em que o sol está de pé) se põe, fico daqui pensando o que é que se passa pela cabeça dela ao imaginar esta diferença de horários. certamente uma grande novidade que deve ir bem além das nossas noções de fusos, geografia, astronomia ou seja lá qual for a ciência que dê conta desta estória.
eu fico também me lembrando de minhas tias que também quando telefonávamos sempre me perguntavam as horas, eu dizia e elas gritavam: ái meus deus do céu e caiam na gargalhada.
quando eu chegar por aí vou tirar uma prosa boa com dona Zefa pra saber o que é que ela pensa de verdade sobre esta coisa tão engraçada.

fui

10.21.2008

bonjour tristesse



berlin. neukölln. britz. a arquitetura muito feia do pós guerra, conjuntos habitacionais a perder de vista. num desses fui pegar Xangó quando o comprei. eu adoro fazer destes passeios absurdos. perder horas em lugares esquecidos, até mesmo pelos seus próprios habitantes.




















foi num conjunto habitacional destes que eu fui pegar Xangó. exatamente nesta mesma área.


























fui

10.20.2008

pensando alto.1

o que é que faz de cada um de nós o que nós realmente somos? muito tenho de me indagar se sou realmente um sociopata. sei só, que fiz minhas escolhas do jeito que as fiz. remorsos e arrependimentos são dois conceitos que eu práticamente não conheço. eu nunca tive mêdo da solidão, nem de estar só. filho único de pais velhos, foi fácil me acostumar a estar só e a ser só. a única coisa que defendi e defendo com unhas e dentes na minha vida e na minha história é a minha liberdade. e quem não sabe lidar com isso, certamente se fudeu. para falar bem a verdade a cada dia que passa eu prezo mais pela minha liberdade.

ontem assiti pela primeira vez na minha vida o filme ‘the doors’ de Oliver Stone. quanto tempo perdido. eu me apaixonei perdidamente por Jim Morrison. preciso me lembrar da próxima vez que estiver em Paris de visitar seu túmulo no cemitério Père la Chaise.

hoje comprei o meu primeiro vinyl do ‘the doors’

fui

10.19.2008

em obras














no momento sem muito tempo. aproveitando as férias de outono e o frio que faz lá fora para terminar e fechar a minha exposição.
um tira-gosto.
fui

10.18.2008

um sambinha em holandês

sou de uma geração em que a televisão ainda tinha um pouco mais de nível do que a atual. era um luxo ver na sessão da tarde filmes com Carmen Miranda, maravilhosos clássicos do cinema dos anos 40, 50 e 60. à noite assisti a muitos filmes com Bette Davis, no tempo em que ainda se dublava filmes com atores de verdade. a voz de Bette Davis era dublada pela voz da maravilhosa Ida Gomes. nada destas vozes sem nenhuma intenção e um insuportável sotaque carioca. nada destes filmes enlatados a devastar as tardes e as noites na frente da telinha.
na questão jornalismo também era uma outra estória, bem melhor do que este sensacionalismo barato da tv globo e as outras emissoras que só fazem copiar o que a globo faz.
no meu tempo, tinha Ibrahim Sued numa coluna semanal no ‘fantástico`, por exemplo. Abelardo Barbosa e seu super-ego, o grande Chacrinha, um personagem inimitável na história da televisão brasileira, seus programas eram absurdamente surrealistas. e suas tiradas, as chacrettes, os shows de calouro, os inúmeros bacalhaus jogados no público, tudo isso foi impagável, inigualável. Leda Nagle no jornal hoje. Dercy Gonçalves, os filmes de chanchada, Grande Otelo, Ziembinsky, Scarlet Moon de Chevalier, a grande Aracy de Almeida, só para citar alguns nomes da BOA televisão brasileira.
mas o o meu grande grandissímo favorito era Paulo Francis. sempre que podia também lia a sua coluna na folha de são paulo ou no jb e assistia com prazer quando ele fazia algum comentário no jornal da noite. eu babava com sua afiadíssima língua e compartilhava com ele na opinião de que teria sido muito melhor se os holandeses não tivessem sido banidos do Brasil.
hoje em dia, depois de quase vinte anos vivendo na Europa e conhecendo bem a Holanda, agradeço, ao que antes nos tempos de partilha de idéias com PF, eu interpretava como uma enorme burrice histórica e de brasileiros, em botar os holandeses para correr. não só porque, mesmo com todas as minhas antipatias com Portugal e o meu ateísmo, mas prefiro muito mais ter uma história católica com suas cerimônias teatrais do que o masoquismo protestante e prefiro muito mais poder falar o idioma português do que o holandês. acho que se tivéssemos sido colonizados pelos holandeses, nada seria da música popular brasileira, jamais teria funcionado em holandês. já pensou, samba em holandês?
mesmo estando longe, tenho uma enorme paixão pela nossa língua. é o que me mantem agarrado às minhas origens e à minha pátria. a língua portuguesa com todos nuances e melodias e sotaques que se desenvolveram no Brasil, na mistura com os índios e os negros, é ímpar.
portanto, devo dizer que depois de todos estes anos tenho de descordar da raiva que dividia com Paulo Francis pelo bota-fora dos holandeses.

enfim, viva a língua brasileira! o que deveria ser levado a sério, pois a nossa língua do Brasil, tem apenas a mesma origem daquela falada em Portugal, pois português português, pelo menos para mim, é uma outra língua!

e lanço aqui um outro apelo, brasileiras e brasileiros, lutem por uma televisão com um mínimo de nível. o que ví por ai, é muito lixo, de manhã, de tarde e de noite. é um direito seu, ser bem informado e poder ver BOAS produções, bons filmes e principalmente um bom jornalismo televisivo.
no máximo pra quem gosta de um bom absurdo, fume um baseado e assista a novela ‘os mutantes’. mas sem baseado não dá não!

ademã que eu vou em frente!

fui

10.17.2008

mais lingüiça.1

comer, coçar e blogar. é só começar? quem dera? mas de vez em quando até que dá. abre-se uma nova página de texto. uma idéia. se deu pra escrever a primeira frase, passe para a segunda, a terceira , a quarta e por aí vai.
na Bahia se chama: encher lingüiça.
pra quem acompanha o blog já provou algumas das minhas. as vezes cheiiiiias, quase se estourando de tanto nada que achei na lingua, na alma. as vezes é uma lingüicinha assim sêêêêêca, maaaagra. e outras uma lingüiça sem o menor caráter. sem gosto. sem sal.

pois. lingüiça cheia?!?
dei nós nas duas pontas pro negócio não se espatifar pelo chão. e depois?

fui.

10.16.2008

atestado de falta

a ausência de ontem foi uma mistura de cansaço, gêge, preguiça, cansaço, raiva de ranger os dentes com alguns acontecidos, o compu um tanto ou quanto ainda dodói, mais cansaço e mais preguiça, falta de disciplina e uma falta de imaginação profunda e abissal.


como na segunda feira começam as férias de outono*, estarei duas ou três semanas sem trabalho na escola. acabei de chegar de lá, amanhã até cozinhar pros aborrecentes irei.

estou uma caca um molambo. vou acabar este bilhete e botar as pernas para cima. fumar um e relaxar.

fui!

* o que mais existe aqui na Alemanha são férias… as de verão as mais longas, depois delas começa o ano letivo, aqui em Berlim é final de agosto/início de setembro, chegou final de outubro vêm as férias de outono em média três semanas, dezembro a janeiro as de natal e ano novo, em meados de fevereiro férias de sky (eles são loucos por isso, em vinte anos nunca nem cheguei perto de uma pista de), março ou abril as de páscoa (inclusive aqui a páscoa tem como feriados a sexta feira da paixão e a segunda-feira depois do domingo de páscoa). estas vêm a ser só as oficiais sem falar em outras férias que por lei e direito você tem de tirar e muitas vezes nem sabe o porque.

10.13.2008

perpetuum mobile

página inexistente em branco
uma única pergunta
enorme silêncio
impossível existência
infinita a espera
se o passado me atormenta
o futuro me desespera
ihhh, esqueci do momento

quantas pedras hei ainda
de rolar montanha acima
para depois de chegar ao cume
deixá-las rolar de volta
ao pé da montanha

impalpável o tempo

o momento um vácuo





fui

10.11.2008

a crise

será que alguém podia me explicar o que é que está acontecendo no mundo? até uma semana atrás parecia que a crise financeira mundial só atingia os estados unidos e alguns poucos bancos europeus. na quinta feira a Islândia praticamente faliu e ontem as pedras do dominó ganhavam mais velocidade e saiam derrubando tudo o que encontravam pela frente. e eu ainda sem ter entrado nos jornais brasileiros para ler sobre as consequências da crise no Brasil, pensava ainda na frase arrogante do arrogante presidente Lula da Silva semana passada num dos jornais mais importantes da Alemanha, quando indagado sobre a crise financeira, sr. Lula mandou que o repórter fosse perguntar era para Bush, ele, Lula e o Brasil não conheciam nenhuma crise, muito pelo contrário.
ontem fui fazer os depósitos que faço toda semana para meu pai. com espanto descobri que a senha foi bloqueada. imediatamente liguei para o Brasil, foi quando soube que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica estão em “greve”. entrei nos jornais brasileiros na internet. incrível exatmente uma semana depois de ter lido os arrotos do presidente brasileiro, vi que o couro está comendo solto e que a bovespa fechou em minus de mais de 10% esta semana. e óbviamente tudo o que se passa no Brasil é vendido com muito mais drama do que tragédia grega.
eu não sou economista, nem nunca fui lá muito amigo de matemática. mas uma coisa fica relutando de ser entendida na minha cabeça, dinheiro se se perde alguém há de achar, ou seja, aonde é que vai parar todo este dinheiro perdido? buraco negro? universo paralelo? e essa corja de gananciosos de bolsas de valores e outras misérias que fazem negócios dubiosos com o dinheiro alheio? a bomba explodiu e ninguém mais sabe como resgatar os feridos? e os próprios profissionais das bolsas mundiais continuam a pressionar os governos espalhando pânico e fazendo com que o mercado feche sempre em baixa. é realmente uma vergonha mundial.

fui.

10.10.2008

saúde de computador

Gordon Petty é o nome do meu computador. pois originalmente o dono se chama assim. nunca o conheci pessoalmente. mas o computador ficou com o nome dele, afinal está ainda registrado no nome dele. meu primeiro computador se chamava ‘Hilfegard’ uma tradução bem livre do nome Maria d’Ajuda. Hilfegard era muito cheia de calundus e andava caindo mais do que bebâdo em final de carnaval. em 2006/2007 levei Hilfegaard comigo. como não encontrei na Bahia em três longos meses nenhuma loja que vendesse um adaptador de tomadas. Hilfegard teve longas e merecidas férias. no dia volta a tragédia fatal, no aeroporto o funcionário da Condor tomou a minha bagagem de mão de tal forma e me obrigou a despachá-la, que na hora do aperto nem pensei muito e despachei minha malinha de bordo, daquelas que você vai arrastando e tem rodinhas. este energúmeno matou, assassinou Hilfegard, pois no despacho despachou também a alma dela e todos os documentos, fotos e cartas que ela possuia dentro de sí. neste tempo eu já possuia Gordon, eu então de volta, procurei o médico especialista de Hilfegard, afinal com suas doenças quase crônicas, eu já tinha um doutor especializado em Windows que me atendia quase que mensalmente. ele por fim deu o veredito, morta! e nenhuma possibilidade de ressureição.
Gordon anda dando broncas horrorosas, apesar de ser da família Apple, o que vem a ser uma diferença monstruosa em comparação com os infindáveis calundus da Microsoft. Gordon deu para desmaiar durante as sessões, mas só que não faz quando estou presente, só faz quando vou alí na cozinha pegar mais um café. não sei o que fazer se ele falecer. fiquei horrorisado hoje quando depois de pegar meu terceiro café, voltei à sala e encontrei o pobre desamiado e gemendo. só tinha um jeito a dar, desligar a tomada e esperar a febre baixar. o que fiz, fui no suopermercado e comprei uma montanha de cedês para não acontecer o mesmo que aconteceu com a alma de Hilfegard. passei praticamente o dia inteiro gravando a alma dele em cedês, depois mandei a porra toda para o lixo e deletei tudinho. Gordon praticamente teve uma dieta rigorosíssima e está elegantésimo, maaaagro e cheio de espaço para mais uns e mais zeros.
e assim espero que sua saúde se recupere e que os ataques de desmaio fiquei lá. no passado.
boa noite. fui.

10.09.2008

bilhete longo comprido e extenso para Maria Sampaio












Maria,

quando recebi seu e-mail, já era hoje de manhã. fiquei espantado, afinal já se passaram vinte anos e ainda assim parece que foi ontem.
eu só tenho algumas poucas coisas a dizer sobre a bienal. além do fato de ter sido praticamente durante os preparos da bienal a decisão de abandonar o país e ir tentar a vida fora, fora da Bahia e do Brasil, tenho bem em minha memória os meses maravilhosos em que trabalhamos juntos. sem querer agora rasgar sêda e sem nem ter de lembrar estórias de amizade e/ou parentesco, eu sei que eu fui muitíssimo bem tratado, tanto profissionalmente como pessoalmente. a experiência de ter trabalhado junto ao seu time e de Célia Aguiar, junto a Edivalma Santana (sem esquecer dos meninos do laboratório também!) foi extremamente gratificante. e mesmo pensando bem em 88 estávamos práticamente nos conhecendo mesmo. nossa aproximação foi em 83, você acidentada, eu lhe visitando na Barra. mas o convívio e o conhecimento foram incríveis durante o tempo da bienal. nem me lembro direito a duração exata dos preparos, enfim o tempo de fato em que trabalhamos juntos, sei só que passou, para o meu gosto, depressa demais. e tenho absoluta certeza de que durante todo este tempo, nunca houveram sequer ameaças de atritos, sem a menor dúvida pudemos conciliar profissão, trabalho, amizade (até mesmo parentesco) sem perder o tom em nenhum momento.


antes de começar a escrever este bilhete para vossa mercê, fui procurar o meu único exemplar do cartaz (claro que ainda tenho a minha camiseta e ainda a uso muito), pena que não pude escaneá-lo todo. e me lembro de que tudo isso foi feito em tempos em que não possuíamos nem computadores nem internet nem tantas outras facilidades digitais. fizemos tudo na mão grande mesmo, né? até mesmo a medição do solar d’unhão, foi feita na unha mesmo. passei tardes maravilhosas lá, pra mim era feito um sonho que se tornara realidade, pois resgatava fantasias de minha infância, passando de carro pela contorno, do caminho de areia para a casa de minha avó, e olhando para o solar e com uma vontade enorme de entrar, com vontade de morar alí. até mesmo isso você me proporcionou, pois por algumas semanas, eu quase que morei alí mesmo, e nas últimas nós todos juntos.

nem vou agora desfiar meus rosários para lembrar da importância da bienal, das inovações, das ousadias, do trabalho duro e muito prazeiroso, enfim tanta coisa importante a ser resgatada. fico apenas com a minha lembrança muito pessoal da bienal, da minha grande felicidade de ter podido fazer parte deste maravilhoso time.quando eu me lembro da festa se acabando, nós alí sentados debaixo da mangueira do solar, as gambiarras ainda acesas, me dá uma saudade grande, mas sem melancolia, o prazer do trabalho realizado, um gosto indescritível na alma.

trabalhar contigo? a qualquer hora.

viva a bienal. com ceretza um marco na minha estória pessoal. tenho muito de lhe agradecer por esta experiência, com certeza uma entre muitas que você me proporcionou, mas para a minha moral profissional foi um marco que só deixou além das muitas e boas lembranças, uma definição muito nova para mim de respeito entre profissionais, amigos e/ou parentes.


beijos grandes,

m

10.08.2008

Salomé e Iokanaan ou a cabeça de Osama pela de Obama

primeiro queria fazer propaganda para um filme documentário que já assiasti duas vezes, e assistiria algumas outras mais, porque notei ontem a noite o quanto de detalhes novos e de espanto e horror ele ainda me traz. o título em inglês é ‘taxi to the dark side’. e explora os abusos do governo de George W. Bush, com os prisioneiros de Guantanamo e Abu-Greihb. se vocês se interessam pelo assunto e tiverem a oportunidade de assistí-lo. digo de antemão, ele é fantástico.
ontem a noite ele passou de novo num dos canais de documentário. e eu fiquei impressionado com o quanto o filme ainda me surpreendeu, o quanto as verdades sobre os métodos de tortura ainda me chocaram, sem contar do quanto que senti vergonha e ráiva de George W e sua trupe de imbecís. na verdade se formos comparar, o que o seu governo está fazendo com os ‘possíveis’ terroristas que na sua maioria são mulçumanos, já aconteceu aqui na europa, aqui neste país onde eu vivo há quase um século atrás, só que no caso foram seis milhões de mortos, na sua grande maioria, judeus. George W ainda conseguiu alcançar o seu antecessor na maquinaria de morte, tortura e terror. mas certamente não fica atrás, na retorica, nos métodos e no cinismo.
ontem de madrugada também foi o debate dos candidatos à presidência dos estados unidos. na verdade quem ganha a maioria dos votos é quem sabe lidar com a economia americana. George W consegui até mesmo acabar com o capitalismo. e o que se vê hoje em dia é estupefação e uma manada de profissionais gananciosos com uma enorme interrogação tatuada na testa. Obama tem mais chances do McCain. mesmo assim ainda pau a pau.
fiquei pensando ontem a noite durante o filme, e se George W ainda conseguir apresentar a cabecinha de Osama antes do dia 4 de novembro???
alguém já se perguntou, como o 'melhor' (?!?), o mais bem equipado exército do mundo, que ainda conta com o apoio da CIA e do FBI, como é que esta nação tão poderosa ainda não consegui achar Osama?
a nação, Salomé, pede a Herodes (Bush & republicans) a cabeça de Iokanaan (Osama) e o messias Obama pode embrulhar sua trouxa e voltar a ser senador. os americanos estão no chão, sua imagem derrotada no mundo, o dollar caindo em zona abissal e sem para-quedas e agora os muros da Wall Street se esmiuçando. Iokanaan bin Laden seria o perfeito troféu.
será que até dia 4 de novembro eles apresentam o homem? e se for assim e assim for eu juro que vou jogar na lotto. e ganhar.

fui.

PS: clicando no título vocês podem assistir a um trailler do filme que falei acima (em inglês)

10.07.2008

103

103 postagens. nem sabia que saía tanta palavra de dentro de mim.
estou uma caca, cansado e doido pra que o dia tivesse umas horinhas a mais pra dar conta em tudo que eu tenho de dar.
mas hoje ni qui eu isprimi, só saiu isso. 103.
fui.

10.06.2008

besa-me mucho








Berlin em alguns aspectos se parece muito com a Bahia, creiam! muita gente vem parar por aqui e se vira pra ganhar dinheiro. assim como na Bahia, haviam os ‘turistas’ (geralmente punks nômades) que sobreviviam o verão limpando vidro de carro ou fazendo o mesmo malabarismo que os pivetes em toda e qualquer sinaleira na Bahia faziam. por incrível que pareça os pivetes roubaram a idéia do malabarismo mesmo de alguns mochileiros. aqui não temos pivetes, temos os Romenos. desde que a Romênia entrou para o clube não tão mais exclusivo da comunidade européia, que os romenos tomam conta da paisagem.

nas últimas semanas tenho ajudado um amigo na sua cafeteria numa escola, também para levantar um pouco as minhas finanças. tenho de ir de metrô, pois a escola fica literalmente do outro lado da cidade. o-d-e-i-o andar de metrô em Berlin. principalmente no inverno, mas vamos lá isso não vem ao caso agora.
o fato é que bastou fechar as portas do metrô, tem alguém pedindo dinheiro, ou no caso cantando, dançando e pedindo dinheiro. nisto também os berlinenses são um pouco bahianos, não estrearam de nascença como os últimos, mas tentam deseperadamente ser uma estrêla a todo e a qualquer custo. juro que já ví muita coisa engraçada nestes seis anos. mas agora os romenos tomaram conta da paisagem.
semana passada começava o meu tormento, mas pelo menos tinha minha própria música comigo. mesmo assim a outra a dos romenos, conseguiu ultrapassar os decibéis dos meus fones. um casal. ele tocava sanfona e arrastava consigo uma construção muito doida de um ex-trolle de bagagem e neste amarrado de cordões e arames um tocador de cedês; ela cantava. ‘besa-me mucho’. quem já ouviu alguém falando romeno sabe, é a lingua mais parecida com português! só que o espanhol dela era uma miséria, sem nem comentar os dons musicais. aumentei o volume do iPod e ignorei.
hoje, atrasado, decidi, deixar música em casa e me dedicar à leitura do meu livro. na ida, virou mexeu eram eles. não! eram outros, desta vez o homem tocava violão e ela tinha uma voz de baixo-profundo. o repertório, o mesmo: ‘besa-me mucho’, a qualidade musical e lingüistica bem aquém. cinco horas depois, eu pronto, jornal na mão, vou pegar a porra do metrô pra voltar pra casa, eu encravado na minha leitura. três estações depois, abrem-se as portas e entram os dois, desta vez os mesmo de de manhã. e tome-lhe: ‘besa-me mucho’. apobre coitada ao sair do metrô pegava na garganta como se estivesse doendo, adinal ela passou pelo menos cinco horas cantando 'besa-me mucho'!!!! confesso que fiquei com dó dela. amanhã não posso deixar de sair de casa sem o meu iPod!
pra encurtar a conversa: os romenos botaram os punks pra correr. hoje em dia nas sinaleiras só dão eles.
fui.








10.05.2008

dia de domingo

domingo. meu dia preferido de não sair de casa. porque domingo como bem sabemos é o dia que a maioria da humanidade tem o dia livre. um dia livre para mim seria um dia sem aborrecimentos. portanto nada melhor do que não sair de casa para não se aborrecer. sempre fui do contra, não é agora depois de velho que vou decepcionar velhos amigos e parentes. pois, hoje, domingo, e do lado de fora de casa chove aos cântaros e fazem 9 graus. penso eu com meus botões, hoje quem vai sair sou eu. vou dar uma volta de bicicleta. e fui. até quase o final da cidade, ou pelo menos parecia-se muito com o fim do mundo. dei uma volta e tanto, a chuva a cair e a rua vaziiiiiia de gente. e eu feliz cantarolando. depois de tanta chuva e tanto frio, decidi ir para o studio onde eu faço esporte, lá tem uma sauna enorme com tres tipos diferentes de sauna e um terraço imenso para pegar um pouco do ar’fresco’ e cheio de smog de Berlin.
lá vou eu com meu livro e meu jornal, roupão, sandália havaiana e duas toalhas. confesso, adoro sauna, e principalmente agora começando o inverno é bom para fortalecer o sistema imunológico. enfim, chegando lá tudimpaz, o salão de esportes às moscas, com o inverno vem também a preguiça. mas niquieu entrei na sauna, parecia que estavam distribuindo alguma coisa de graça. a carranca logo tomou lugar do inicialmente era a minha cara. procurei um lugarzinho bem afastado de tudo e de todos. mas não é que vieram dois alemães a se sentar bem do meu lado? e eles só no perequetê perequetê e falavam mais do que a nega do leite. a carranca crescendo de tamanho.
pra encurtar a estória, na primeira oportunidade que tive, peguei meus panos de bunda e fui me sentar perto do terraço assim que vagou um lugar alí. eu sei que consegui me concentrar na minha leitura, ninguém mais sentou do meu lado e eu fiquei felicíssimo. relaxei, me esquentei do frio e pude ler com paz e com calma meu jornal de domingo e dois capítulos do livro.
bom domingo!
fui.

10.04.2008

graffiti de novo




















graffiti virou arte. arte de rua. hoje é até supervalorizado e tem até quem compre.
Berlin é entupido deles. eles ganharam até outras dimensões, colagens, as máscaras negativas muitas vezes são aperfeiçoadíssimas.




















p.s.: notem que até em Berlin as pedrinhas portuguesas estão presentes, mesmo sem desenhos, mas são elas sim!





10.03.2008

graffiti

há poucos dias minha grande amiga Adelina (minha sempre querida e amada Dedé) me escreveu um e-mail lindo, relembrando uma frase do Mancha, que era amigo do Faustino, que segundo ela ou segundo as pichações, usava calça topeca, mas a frase é a questão do dia…
o pior não é perder ela, mas o sentimento por ela

Dedé me falou que todas as vezes em que ela sente saudade ela se lembra desta frase e assim amansa a sua saudade.

com certeza, Dedézinha, como sempre em toda a nossa estória & história você como forte virginiana tem razão.

fui.

10.01.2008

george W


photoshop art by miro paternostro





eles têm o mesmo nome de batismo.
o primeiro foi o quem proclamou a independência dos estados unidos da américa do norte, um dos criadores da constituição americana e o primeiro presidente da nação.
o outro entra para a história como o pior de todos os presidentes da mesma nação. e parece que ele está colocando a cereja no bolo. George W. está acabando com a única e verdadeira religião que esta nação realmente acredita: o capitalismo.
e o pior de tudo, por pura e absoluta incompetência. porque se ele tivesse competência, entraria para a história como o primeiro presidente anarquista de toda a história moderna. pena! porém tenho me divertido muito!

fui.